
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que ações de protesto avaliadas como “ilegítimas” serão proibidas no país nos próximos dias. O anúncio foi feito após uma reunião com representantes dos serviços de informações e com ministros.
Segundo o governo, as manifestações organizadas por estruturas como os sindicatos terão trajetos alternativos definidos. O objetivo declarado é proteger os estabelecimentos comerciais.
Em uma breve declaração de pouco mais de três minutos, Macron apontou grupos de extrema-esquerda classificados como “sediciosos” — indivíduos que incitam atos de rebelião — como os responsáveis, na avaliação das autoridades, pelos desacatos e pilhagens registrados no último sábado (17) em diferentes cidades francesas.
O anúncio ocorre em um contexto de tensão nas ruas do país. No fim de semana anterior, os distúrbios levaram o governo a discutir medidas mais rígidas, e o tema dos protestos voltou a ganhar destaque na agenda política francesa.
Análise WeekNews: A decisão de restringir manifestações consideradas ilegítimas e de definir trajetos alternativos para os protestos organizados por sindicatos representa uma mudança na forma como o governo francês trata as mobilizações de rua. Ao mesmo tempo em que busca proteger o comércio, a medida estabelece uma distinção entre protestos legítimos e ilegítimos que caberá às autoridades aplicar, o que tende a ampliar o debate sobre os limites do direito de manifestação no país.
Fonte: Agência Brasil.
