Trump põe em dúvida eleição brasileira e Alckmin classifica fala como equivocada

Trump põe em dúvida eleição brasileira e Alckmin classifica fala como equivocada
Fonte da imagem: Agência Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) o processo eleitoral brasileiro e afirmou que a eleição “pareceu fraudada”, sem aprofundar a acusação. Em conversa com jornalistas, ele criticou a prorrogação do horário de votação no segundo turno, realizada no domingo (25), e disse que o formato “pareceu ruim” e “muito estranho”.

A fala ecoa a posição da campanha do senador Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno. Questionado se poderia agir em relação ao pleito brasileiro, Trump disse que não governa o Brasil e que mantém boa relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, afirmou.

A prorrogação foi decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin após registros de restrições na circulação do transporte coletivo em diversas cidades. O horário de votação foi ampliado em duas horas, até as 19h. Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

A declaração de Trump foi rebatida pelo vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin, em entrevista à TV Vanguarda, do interior de São Paulo. Para ele, a opinião do presidente dos EUA é “totalmente equivocada” e não cabe interferência na política de outro país. “Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”, disse.

Alckmin também afirmou que o governo seguirá negociando com os Estados Unidos um acordo comercial, apesar do tarifaço imposto por Washington que inviabilizou a entrada de alguns produtos brasileiros no mercado americano. Ele citou acordos firmados com Singapura e União Europeia, negociações em andamento com o Canadá e disse que o país bateu recorde de exportação mesmo com as tarifas.

Trump declarou que não escolheu lado na corrida presidencial brasileira e que apenas acompanhou o processo. Ainda assim, parlamentares democratas dos EUA formalizaram pedido à Casa Branca para que ele não interferisse em favor de Flávio Bolsonaro. Em 24 de setembro, 31 deputados do partido enviaram carta na qual falavam em “esforço coordenado” do governo Trump para ameaçar a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecer a democracia brasileira às vésperas da eleição. Na carta, os democratas acusaram o governo americano de adotar medidas para tentar garantir a vitória do senador, entre elas o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Análise WeekNews: A fala de Trump ocorre um dia após o segundo turno e repete questionamentos já feitos pela campanha derrotada, sem apresentar elementos concretos. Ao mesmo tempo, o presidente americano sinaliza boa relação com Lula e evita confronto direto, enquanto o vice-presidente reeleito trata o episódio como ruído externo e desloca o foco para a negociação comercial. O contraste entre a retórica eleitoral e a disposição declarada de manter o diálogo sugere que a disputa em torno da credibilidade das urnas não deve alterar, por ora, a agenda bilateral.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)