
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada neste domingo (25) em segundo turno, gerou uma onda de manifestações de líderes estrangeiros ao longo desta segunda-feira (26). De chefes de Estado europeus a governantes asiáticos e latino-americanos, as mensagens destacaram a parceria estratégica com o Brasil e, em alguns casos, o significado político do resultado.
O presidente da França, Emmanuel Macron, foi um dos primeiros a se pronunciar pelas redes sociais. Ele cumprimentou Lula e defendeu o aprofundamento da relação bilateral. “A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo”, escreveu.
Na Europa, o tom político marcou a reação do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que associou a vitória brasileira a um movimento mais amplo. “Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar”, afirmou. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, relacionou o resultado à defesa do multilateralismo. “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”, declarou em comunicado.
Entre os líderes latino-americanos, o presidente do Equador, Daniel Noboa, que é de direita e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, também felicitou Lula. “Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, publicou no X. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi também enviaram congratulações.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou o histórico de cooperação. “A relação entre o Canadá e o Brasil floresceu sob nossa parceria. Vamos aproveitar essa oportunidade para torná-la ainda mais forte, juntos – para criar novas grandes oportunidades de comércio, proteger o meio-ambiente e construir maior prosperidade para os povos de ambos países”, disse.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaishi, manifestou expectativa de que Lula “continue a guiar o Brasil com sua forte liderança” e citou o interesse em estreitar a parceria estratégica global, incluindo um acordo entre Japão e Mercosul. A China, por meio do porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, afirmou estar disposta a trabalhar com o Brasil para “continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou em “reconhecimento dos brasileiros às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.
Fora do circuito diplomático, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, relatou ter visto moradores da cidade comemorando o resultado em um bar. “Eu vi o quanto ele significa para tanta gente nessa cidade, nesse país e por todo o mundo, honestamente”, disse à imprensa. Nas redes sociais, publicou: “O povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula.”
Análise WeekNews: A repercussão reúne governos de orientações políticas distintas, de Macron e Sánchez a Noboa e Putin, o que indica que a leitura sobre o resultado brasileiro não se limita a uma afinidade ideológica. As mensagens convergem para temas concretos da agenda externa, como comércio, meio ambiente e acordos com o Mercosul, sugerindo que a prioridade imediata dos interlocutores tende a ser a continuidade das relações bilaterais.
Fonte: Agência Brasil.
