
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (1º) que não vai extinguir nenhum programa social durante seu próximo governo, que terá início em 2027. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o presidente reeleito para o quarto mandato à frente do Executivo federal garantiu que todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral serão cumpridas, sem revogação de direitos conquistados.
“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles que já estão [funcionando]”, declarou Lula na gravação.
O presidente também criticou a divulgação de notícias falsas por opositores. “Não acredite nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para o nosso povo”, disse. Segundo Lula, a mentira voltou a se espalhar no período em que precisou reduzir suas aparições públicas. “Em uma semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta deste país outra vez”, afirmou.
Lula explicou que, após o segundo turno das eleições, realizado no último dia 25, precisou se preservar para recuperar a voz, prejudicada pela rotina intensa da campanha. Ele contou que passou a semana inteira sem voz e fez tratamento para se recuperar. “Estou bem de saúde, a voz melhorou e logo, logo, quero voltar a percorrer o Brasil para visitar cada estado e agradecer, olhando nos olhos de vocês que foram para as ruas e mantiveram o funcionamento da democracia brasileira”, disse.
O presidente agradeceu os mais de 64,2 milhões de votos recebidos no segundo turno. Ele também lembrou que, em 2022, passou por uma laringoscopia para retirar uma lesão superficial na corda vocal esquerda, que afetava sua voz e o deixava rouco. A rouquidão voltou durante a campanha mais recente, e desde então Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga.
Análise WeekNews: A declaração de Lula ocorre logo após a confirmação de sua reeleição e funciona como resposta direta a questionamentos sobre a continuidade de políticas sociais no novo mandato. Ao vincular a fala ao combate a notícias falsas, o presidente estabelece uma associação entre a defesa dos programas e a disputa de narrativas no período pós-eleitoral. O compromisso de manter os programas e criar novos, dentro das possibilidades orçamentárias, será um dos primeiros testes de coerência entre o discurso de campanha e a prática de governo a partir de 2027.
Fonte: Agência Brasil.
