Democratas avançam nas midterms e limitam segundo biênio de Trump

Democratas avançam nas midterms e limitam segundo biênio de Trump
Fonte da imagem: Agência Brasil


As eleições de meio de mandato realizadas nos Estados Unidos nesta semana renovaram toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, e o resultado aponta para uma maioria democrata no Congresso até o fim do mandato de Donald Trump. A disputa ocorre no segundo ano do mandato presidencial e funciona como termômetro da avaliação do governo federal: quanto maior a insatisfação com o presidente, maior a tendência de o eleitor votar no partido adversário.

A Câmara tem 435 cadeiras, todas em disputa a cada dois anos — tanto nas eleições gerais quanto nas midterms. Já o Senado reúne 100 parlamentares, com mandato de seis anos e renovação de 34 ou 35 assentos a cada dois anos; neste ano, são 35. Por isso, nem todos os 50 estados elegem senadores nesta eleição. Ficaram de fora Arizona, Califórnia, Connecticut, Havaí, Indiana, Maryland, Missouri, Nevada, Nova York, Dakota do Norte, Pensilvânia, Utah, Vermont, Washington e Wisconsin.

O desgaste do presidente já aparecia nas pesquisas. Nos últimos meses, os índices de aprovação do governo Trump não ultrapassaram a casa dos 30%, enquanto a desaprovação ficou na casa dos 60%. A vitória democrata, conquistando a maior parte das cadeiras da Câmara e também no Congresso, mostrou o reflexo desse cenário nas urnas.

Com o Congresso sob maioria adversária pelos próximos dois anos, Trump terá dificuldade para aprovar projetos de autoria do Executivo, o que pode engessar sua gestão em temas mais polêmicos, como as tarifas contra outros países e a guerra contra o Irã. O presidente depende do Legislativo, entre outras atribuições, para aprovar o orçamento, criar e alterar leis e confirmar nomes para a Suprema Corte, para o Gabinete Presidencial e para o comando de agências federais como o FBI e a CIA. O Congresso também tem a palavra final sobre o envio de dinheiro para reforçar militarmente países em guerra e sobre a declaração de guerra a outra nação.

A votação não se restringe ao Legislativo federal. Dos 50 estados, 36 elegem novos governadores nesta rodada. Nova Jersey e Virgínia não têm eleição para o governo neste ano porque escolheram seus governadores em 2025; a próxima será apenas em 2029. Cada estado também monta sua própria cédula, com cargos e consultas específicas. No Kansas, os eleitores votaram para deputado, senador, governador, secretário de Estado, procurador-geral, tesoureiro e comissário de Seguros, além de responderem a uma consulta pública. No Missouri, a cédula trazia apenas auditor estadual, deputado e representantes estaduais, acompanhados de oito consultas.

Análise WeekNews: o resultado das midterms indica que o segundo biênio de Trump começa com menos espaço para aprovar a agenda do Executivo no Congresso. A maioria adversária não impede o governo de atuar, mas desloca o centro de decisão de temas como orçamento, leis e indicações para o Legislativo — o que tende a tornar mais lento e negociado o avanço de pautas polêmicas.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Campeonato Brasileiro

Publicidade

Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)