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O Ministério da Cultura lançou a campanha Cultura Negra Vive 2026, voltada à valorização e à visibilidade das expressões culturais afro-brasileiras. A iniciativa reafirma o protagonismo da população negra na formação histórica, social e cultural do país e busca ampliar o reconhecimento das contribuições de artistas, coletivos, territórios, patrimônios, memórias e manifestações culturais afro-brasileiras.
Segundo o ministério, a campanha não se limita à comemoração: pretende fortalecer o papel da população negra na construção da identidade cultural brasileira. O lançamento foi divulgado nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro.
A ação faz parte da programação nacional do Novembro Negro, projeto dedicado às questões raciais no país que reúne atividades como debates e apresentações culturais. O Novembro Negro é promovido pelo Ministério da Igualdade Racial e, neste ano, tem como tema “Brasil pela Igualdade Racial: o Legado para o Futuro”.
A campanha também estabelece uma conexão entre duas datas do calendário nacional: o Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro, e o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro. Para o ministério, a proximidade reforça o vínculo entre cultura e promoção da igualdade racial.
Além disso, o Cultura Negra Vive integra o Mapa da Igualdade Racial, que reúne atividades relacionadas à promoção da igualdade racial no campo cultural. Interessados em cadastrar seus projetos podem acessar o site do Ministério da Cultura e preencher um formulário.
Análise WeekNews: Ao articular o lançamento da campanha à programação do Novembro Negro e ao Mapa da Igualdade Racial, a iniciativa se apresenta como parte de uma estrutura de ações que conecta cultura e pauta racial em torno de datas já consolidadas no calendário. A referência ao tema “Legado para o Futuro” e a possibilidade de cadastro de projetos no mapa indicam que a campanha foi formulada para além do período comemorativo, ainda que os resultados dessa continuidade dependam da adesão de artistas, coletivos e territórios ao cadastro disponibilizado pelo ministério.
Fonte: Agência Brasil.
