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O Museu Cafua das Mercês, no centro histórico de São Luís, inaugurou nesta sexta-feira (6) a exposição “Terecô de Codó: o caminho de Mestre Bita do Barão entre tambores, encantados e ancestralidade”. A mostra homenageia Wilson Nonato de Sousa, o Mestre Bita do Barão, falecido em 2019 e considerado uma das principais referências da história recente das religiões de matriz africana no Brasil. A visitação segue até 30 de março de 2027.
O acervo reúne objetos, fotografias, documentos e outros registros da trajetória do mestre. A exposição também leva ao público rituais, cantos, rezas e toques que sustentaram a tradição do Terecô Tambor das Matas, mantida por homens e mulheres ao longo de gerações.
A abertura ocorre no Mês da Consciência Negra. O Terecô é uma religião de matriz africana surgida no interior do Maranhão no século 18, com forte presença nos terreiros do estado e em Codó, apontada como principal centro de manutenção da manifestação. A prática reúne elementos da Umbanda e do Tambor de Mina, entre outras religiões afro-brasileiras, além da influência do catolicismo.
A realização é do governo do Maranhão, do Museu Cafua das Mercês – Museu do Negro e da Tenda Umbandista Rainha de Iemanjá.
Análise WeekNews: A escolha do Mês da Consciência Negra para a abertura e o prazo de visitação que atravessa 2027 ampliam a janela de acesso do público a um registro sobre o Terecô e sua presença no Maranhão. Ao reunir objetos, documentos e práticas rituais em torno da trajetória de Mestre Bita do Barão, a mostra associa a memória de uma liderança religiosa à própria história da manifestação em Codó.
Fonte: Agência Brasil.
