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A polícia de Londres divulgou nesta quinta-feira (5) o vídeo do interrogatório em que Russell Brand, 51 anos, negou ter participado de qualquer atividade sexual sem consentimento. As imagens foram tornadas públicas após o júri condená-lo por um estupro e três agressões sexuais. O ator foi detido depois do veredicto e deve ser sentenciado na segunda-feira (9) no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, segundo a Polícia Metropolitana.
Na gravação, feita em dezembro de 2023, Brand aparece ao lado de seu advogado e lê uma declaração preparada aos detetives. Ele afirma que viveu uma “vida muito promíscua no passado”, que diz denunciar publicamente há anos, mas sustenta que nunca agiu sem consentimento. O ator também criticou a investigação divulgada por vários veículos de imprensa em setembro de 2023, que trouxe as primeiras denúncias ao conhecimento do público. Brand classificou o material como “difamatório e fictício” e sugeriu que encontros consensuais foram posteriormente “inventados ou reimaginados” como conduta criminosa.
Aos investigadores, declarou não se lembrar dos nomes das denunciantes nem de tê-las conhecido, mas admitiu ser “inteiramente possível” que tenha cruzado com elas e mantido contato sexual ou físico consensual. Ele mencionou ainda ter beijado centenas de pessoas do público em eventos de imprensa, sessões de autógrafos e outras aparições, e disse que tentava ser “acessível, não discriminatório e afetuoso”. Brand reconheceu ter feito piadas e comentários provocativos e, ocasionalmente, pedido que parceiras casuais deixassem o local pouco depois do encontro.
Quando os detetives passaram a questioná-lo sobre alegações específicas, porém, o ator evitou detalhes e repetiu que não tinha “nada mais a acrescentar”. Segundo ele, não pretendia responder às perguntas sem tempo suficiente para considerar as informações e responder com precisão.
Durante o julgamento, Brand respondeu a três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de tentativa de atentado ao pudor, envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009. Ele negou as acusações ao longo de todo o processo. Em depoimento aos jurados, admitiu ter sido “imprudente” e ter usado a fama para buscar relacionamentos sexuais, mas afirmou que todos os encontros foram consensuais e que o consentimento é “fundamental, essencial e necessário”. Negou ter forçado qualquer mulher a praticar atos sexuais contra a vontade.
Os problemas jurídicos do ator podem ir além das quatro condenações. A Polícia Metropolitana confirmou que os detetives continuam investigando denúncias de estupro feitas por outras duas mulheres. Um porta-voz afirmou que o suspeito já foi ouvido sob cautela em relação a essas alegações e que os autos foram enviados ao Ministério Público da Coroa, com os investigadores mantendo contato com os promotores enquanto o trabalho prossegue.
A possibilidade de prisão já era tema presente semanas antes do veredicto. Em um episódio de 11 de outubro do programa “Sunday Service with The Brands”, sua mulher, Laura Gallacher, leu a mensagem de um apoiador que passou cinco anos preso e oferecia palavras de encorajamento. Brand interrompeu a leitura ao ouvir a referência à prisão e disse que não gostava daquela possibilidade. Laura respondeu que entendia e que a prisão era um desfecho possível de um julgamento. O casal encerrou o episódio com uma oração pela paz e por todos os participantes do processo.
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Fonte: Fox News.
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2026-11-06 16:22:00



