Preço de remédio em SP pode variar até 2.433% entre farmácias, aponta Procon




Preço de remédio em SP pode variar até 2.433% entre farmácias, aponta Procon
Fonte da imagem: Agência Brasil


Uma pesquisa do Procon-SP divulgada nesta terça-feira (7) revela que o mesmo medicamento genérico pode ter diferença de até 2.433,59% no preço entre farmácias da cidade de São Paulo. O levantamento, realizado presencialmente em dez estabelecimentos da capital paulista nos dias 19 e 20 de maio, também incluiu outras dez cidades do estado e dez sites de grandes redes, comparando mais de 70 medicamentos entre genéricos e de referência.

Entre os exemplos citados pelo órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 mg de um remédio para disfunção erétil chega a custar R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte, enquanto na zona sul o mesmo produto é vendido por R$ 3,87. Já um medicamento de referência para hipotireoidismo, em cartela com 30 comprimidos de 25 mcg, pode ser encontrado por R$ 10,73 ou R$ 41,43, a depender do estabelecimento.

O Procon-SP destaca que, em média, os genéricos são 63,05% mais baratos que os de marca, representando economia significativa para o consumidor. Ainda assim, a variação entre diferentes drogarias reforça a necessidade de pesquisa antes da compra.

O órgão orienta que o consumidor verifique se o medicamento está disponível em programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal, que podem garantir acesso gratuito ou com descontos. Também é recomendado checar descontos oferecidos por planos de saúde ou seguros, além de programas de fidelidade de laboratórios e drogarias.

Outro alerta importante é conferir se o remédio possui registro no Ministério da Saúde e se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação na embalagem correspondem aos da cartela. O Procon sugere ainda que o consumidor converse com o médico sobre a possibilidade de usar genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis.

A pesquisa abrangeu medicamentos de diversas categorias, como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, além de remédios para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol. O relatório completo está disponível no site do Procon-SP.

A iniciativa visa alertar a população sobre a importância de comparar preços e buscar alternativas mais econômicas, especialmente em um cenário de alta nos custos de saúde. O Procon-SP reforça que a variação encontrada é um indicativo de que o consumidor pode economizar significativamente com uma simples pesquisa.

Fonte: Agência Brasil.

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