
Feed Editoria Radioagência Nacional.
A Amazônia registrou uma queda de 35% nos alertas de desmatamento em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados de satélite divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os avisos alcançaram uma área de 300 km², contra 460 km² em junho de 2025.
No acumulado do período de agosto de 2025 a junho de 2026, a redução na Amazônia foi de quase 38%, passando de quatro mil km² para 2,5 mil km². Os números indicam uma tendência de queda na devastação da floresta, embora o Inpe ressalte que os alertas não representam a taxa oficial de desmatamento, mas sim um indicativo do comportamento da destruição no período monitorado.
Já no Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro, os alertas de desmatamento em junho de 2026 caíram 5% em relação a junho do ano passado. A área sob alerta passou de 500 km² para 480 km². No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 4,7 mil km², ante cinco mil km² no mesmo período anterior, uma queda de 8%.
Os dados foram coletados pelo sistema Deter, do Inpe, que monitora em tempo real a cobertura vegetal por meio de imagens de satélite. O sistema é utilizado como ferramenta de alerta para ações de fiscalização e combate ao desmatamento ilegal.
A divulgação dos números ocorre em meio a esforços do governo federal para conter o avanço do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. As reduções registradas em junho e no acumulado do período são vistas como resultado de operações de fiscalização e políticas ambientais implementadas nos últimos meses.
No entanto, especialistas alertam que os números ainda são elevados e que é necessário manter e intensificar as ações de proteção ambiental. A área desmatada na Amazônia no acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, de 2,5 mil km², equivale a mais de 250 mil campos de futebol.
O Inpe também destaca que os alertas de desmatamento são um importante indicador para orientar as ações de combate, mas que a taxa oficial de desmatamento, calculada pelo sistema Prodes, é divulgada anualmente e considera um período de agosto a julho. Os dados do Prodes são mais precisos e servem como referência para o monitoramento de longo prazo.
A queda nos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado em junho de 2026 representa um alívio para as metas ambientais do país, mas ainda há desafios pela frente. A continuidade das políticas de fiscalização e a implementação de medidas de desenvolvimento sustentável são fundamentais para garantir a preservação dos biomas.
Os dados foram divulgados pela Radioagência Nacional, com reportagem de Renato Ribeiro, e edição de Ana Lúcia Caldas e Rafael Guimarães. A íntegra das informações está disponível no site da Agência Brasil.
Fonte: Agência Brasil.
