
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A convenção nacional da legenda ocorreu no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, e começou por volta das 11h, com a presença de lideranças e aliados do ex-presidente. A chapa repete a composição vitoriosa de 2022, com Geraldo Alckmin, do PSB, como candidato à Vice-Presidência. Se eleito, Lula cumprirá o quarto mandato no comando do país.
O evento reuniu representantes dos partidos que compõem a coligação em 2026: além do PT e do PSB, integram a aliança o PCdoB, o PV, o PDT, o PSOL e a Rede. A convenção foi marcada por discursos de lideranças petistas e de aliados, em um momento em que a legenda busca consolidar o apoio à reeleição do atual presidente.
A abertura da Convenção Nacional do PT ficou a cargo do presidente do partido, Edinho Silva. Em sua fala, ele destacou a importância das próximas eleições brasileiras para a América Latina e para o mundo, afirmando que o pleito definirá a soberania nacional diante de possíveis “intervencionismos”. A declaração foi uma das primeiras manifestações públicas de peso do evento, que seguiu com uma série de discursos.
Depois de Edinho Silva, subiram ao palco o ex-ministro Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja Silva. Cada um deles abordou diferentes aspectos da campanha e da gestão, reforçando a unidade da chapa e a defesa do legado do governo Lula.
O ponto alto da convenção foi o discurso de encerramento do presidente Lula, que falou por mais de uma hora. Em sua fala, Lula defendeu a reeleição com base nos resultados de sua gestão e criticou adversários. “O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, afirmou.
Aos 81 anos, Lula, caso seja eleito, se tornará o presidente mais velho a ocupar o cargo na história do Brasil. A idade do atual mandatário foi um dos temas que circularam nos bastidores da convenção, mas não foi abordada diretamente nos discursos oficiais.
A formalização da candidatura ocorre em um cenário político marcado por outras definições. O PRTB lançou Leonardo Avalanche como candidato à Presidência, o partido Novo oficializou a candidatura de Romeu Zema, e o MDB decidiu não entrar na corrida presidencial. Esses movimentos indicam um cenário eleitoral ainda em formação, com a disputa se desenhando para o segundo turno.
A convenção do PT também serviu para reforçar a aliança com o PSB e demais partidos, em um esforço para ampliar a base de apoio e garantir a reeleição. A chapa Lula-Alckmin, que venceu as eleições de 2022, busca agora um novo mandato, com a promessa de dar continuidade às políticas implementadas nos últimos anos.
O evento foi transmitido ao vivo e contou com a presença de militantes, dirigentes partidários e apoiadores. A expectativa do PT é que a oficialização da candidatura dê início a uma campanha intensa, com foco na defesa do governo e na comparação com as gestões anteriores.
Com a convenção, o PT inicia oficialmente a corrida eleitoral, que terá seu desfecho nas urnas em outubro. A legenda aposta na popularidade de Lula e nos programas sociais implementados em seus mandatos para conquistar o eleitorado. A chapa, no entanto, terá que enfrentar o desafio de renovar o apoio em um cenário político dividido.
A oficialização da candidatura de Lula ocorre em um momento em que o país debate os rumos da economia, da política externa e das políticas sociais. A convenção do PT foi um primeiro passo para a campanha, que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.
A reportagem da Agência Brasil acompanhou o evento e traz os principais destaques dos discursos e das decisões tomadas na convenção. A chapa Lula-Alckmin agora aguarda o registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para oficializar a participação na disputa presidencial.
Fonte: Agência Brasil.
