Acusadora de Graham Platner acusa New York Times de enterrar relato de agressão sexual




Acusadora de Graham Platner acusa New York Times de enterrar relato de agressão sexual
Fonte da imagem: Fox News (Graeme Sloan/Getty Images)

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A ex-namorada do candidato democrata ao Senado dos EUA pelo Maine, Graham Platner, Lyndsey Fifield, afirmou que o New York Times “contaminou” sua história sobre o comportamento do político, em uma entrevista à Fox News Digital. Fifield, que namorou Platner entre 2013 e 2015, disse que se sentiu traída após o jornal publicar um artigo no mês passado que, segundo ela, minimizou suas acusações de abuso físico e sexual e destacou sua filiação política conservadora.

O caso ganhou novos contornos depois que uma reportagem da Politico, publicada na segunda-feira, trouxe à tona uma acusação de estupro feita por outra ex-namorada de Platner, Jenny Racicot. Ela alega que, em 2021, Platner entrou bêbado em sua casa sem ser convidado e manteve relações sexuais com ela, apesar de ela ter repetidamente pedido que ele parasse. Racicot classifica o ocorrido como estupro. Platner nega veementemente as acusações.

Graham Platner speaks during television interview in Portland.
Fonte da imagem: Fox News (Graeme Sloan/Getty Images)

A pressão política foi imediata: figuras importantes do Partido Democrata, incluindo o senador Bernie Sanders, pediram que Platner desistisse da candidatura. Na quarta-feira à noite, ele oficialmente abandonou a corrida.

O New York Times publicou em 4 de junho uma reportagem sobre o “comportamento perturbador” de Platner com mulheres, na qual entrevistou tanto Racicot quanto Fifield. No entanto, a matéria deu destaque à orientação política conservadora de Fifield, descrevendo-a como uma “conservadora da Virgínia que trabalhou para grupos de direita e campanhas republicanas”. Sua acusação de que Platner “torceu seu braço para trás das costas, empurrou-a para um quarto e segurou a porta fechada do outro lado para que ela não pudesse sair” só apareceu no 24º parágrafo.

Fifield contou que foi procurada em abril pela repórter do Times Katie Glueck, que disse estar tentando contatar mulheres que tiveram relacionamentos com Platner após ouvir “coisas muito sérias” de outras fontes. A repórter Lisa Lerer, coautora da matéria, também esteve intensamente envolvida. Segundo Fifield, as jornalistas insistiram que ela ajudasse outras mulheres que estavam com medo de se manifestar e prometeram protegê-la. “Eles me fizeram sentir culpada, como se, se eu não falasse abertamente, as histórias de Jenny e de outra mulher anônima não seriam contadas”, disse.

Antes da publicação, as repórteres conectaram Fifield a Racicot, justificando que ela “não tinha ninguém” e estava “totalmente isolada” por seu círculo social de esquerda, que apoiava a campanha de Platner. Fifield e Racicot se tornaram amigas.

No entanto, ao ver o artigo pronto, Fifield ficou chocada. Ela esperava que as acusações das outras mulheres tivessem destaque, mas se viu sozinha, com 11 parágrafos sobre seu histórico profissional. “Estou aqui sozinha, sou a única fotografada e há 11 parágrafos sobre meu trabalho. O que é isso?”, questionou.

Racicot havia contado ao Times sobre o suposto estupro, mas apenas off the record. O incidente foi mencionado cerca de 70 parágrafos depois, com uma frase vaga: “A Sra. Racicot também disse que em 2021 ele chegou em sua casa bêbado, depois que ela pediu que ele não fosse. Ela se recusou a elaborar, mas disse que cortou contato logo depois e considerou seu comportamento ‘imprudente’ e ‘perturbador’.”

Fifield também revelou que, durante a apuração, contou às repórteres que Platner removia repetidamente a camisinha durante o sexo sem seu conhecimento ou consentimento, prática conhecida como “stealthing”, ilegal em alguns estados. Inicialmente, ela não quis tornar isso público por vergonha e por ser mãe de crianças pequenas. Mas, inspirada por Racicot, que falou abertamente à Politico, Fifield decidiu contar sua história ao Washington Post na terça-feira.

Ela criticou ainda o fato de o Times não ter conseguido corroborar seu relato. Uma amiga, Emily Zanotti, disse que estava disposta a falar com o jornal para confirmar os maus-tratos de Platner, mas nunca foi contatada. “Eles ligaram apenas para fontes que não sabiam nada sobre o abuso”, afirmou Fifield.

Nas redes sociais, críticos conservadores acusaram o Times de usar táticas de “catch and kill” para proteger Platner, impedindo que as acusações viessem à tona. Fifield concordou: “Eles contaminaram nossa história.”

Em resposta, um porta-voz do New York Times defendeu a reportagem, classificando-a como “poderosa e original”, e afirmou que o jornal continuou a produzir reportagens independentes sobre o caso. “A história relatou cuidadosamente o que pudemos confirmar na época, era factualmente precisa e justa, e alertou o público sobre informações importantes sobre um candidato ao Senado”, disse o porta-voz.

Apesar da defesa do jornal, a desistência de Platner encerra um capítulo turbulento na corrida eleitoral do Maine, mas deixa perguntas sobre o papel da imprensa na cobertura de denúncias de abuso sexual.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/platner-accuser-recalls-gaslighting-betrayal-from-ny-times-she-came-forward-her-allegations.

Fonte: Fox News.

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2026-07-08 21:46:00

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