
World Soccer Talk.
Carlo Ancelotti revelou os motivos que o levaram a recusar o convite da Federação Italiana de Futebol (FIGC) para assumir a seleção da Itália e permanecer no comando do Brasil. O técnico de 67 anos foi um dos alvos principais para substituir o então treinador da Azzurra, após mais uma reestruturação na entidade, mas optou por honrar o contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), válido até junho de 2030.
A investida da FIGC ocorreu em meio a uma série de mudanças nos bastidores do futebol italiano. O diretor técnico Paolo Maldini confirmou, em coletiva de imprensa, que Ancelotti e Pep Guardiola foram contatados. “Guardiola? Não podemos compartilhar nenhuma novidade; vocês identificaram um dos nossos alvos, mas também conversamos com Ancelotti. Pareceu certo começar pelos melhores do mundo, mas precisamos verificar a disponibilidade geral deles”, disse Maldini na ocasião.
Andrea Pirlo chegou a ser o nome mais cotado para o cargo, mas negociações foram interrompidas pelo presidente da FIGC, Giovanni Malago, devido a supostos vínculos do ex-jogador com uma empresa russa de apostas. A controvérsia levou à renúncia de Maldini. Claudio Ranieri foi então nomeado diretor técnico, e Roberto Mancini assumiu como novo treinador da Itália, encerrando o interesse em Ancelotti.
Em entrevista ao ESPN, o técnico brasileiro esclareceu sua decisão: “A verdade é… por quê? Porque não é uma questão de contrato, não é isso. É porque tenho um compromisso com a CBF e com este país, porque este país me acolheu tão bem durante este primeiro ano. Quero continuar aqui.” Ele também afirmou ter agradecido à federação italiana, mas reiterou sua crença no projeto brasileiro. “E obviamente agradeci à Federação Italiana, mas quero ficar aqui porque acredito que é certo e justo permanecer em um país que me acolheu tão bem, em uma instituição que me deu a oportunidade de trabalhar”, completou.
Ancelotti, que começou a carreira de treinador como auxiliar de Arrigo Sacchi na Itália entre 1992 e 1995, chegando à final da Copa do Mundo de 1994, teve a chance de fechar o ciclo como técnico da Azzurra. No entanto, o vínculo com o Brasil, renovado antes da Copa do Mundo de 2026, prevê que ele lidere a transição da seleção para a era pós-Neymar, comandando a equipe nas eliminatórias sul-americanas, na Copa América de 2028 e na Copa do Mundo de 2030.
Atualmente, Ancelotti é o técnico mais bem pago do futebol internacional, com salário anual de US$ 11,3 milhões (cerca de R$ 55 milhões, na cotação atual), além de benefícios como acesso a jatos particulares. A federação italiana teria preparado uma proposta financeira equivalente, mas nem o dinheiro nem o apelo de comandar seu país natal foram suficientes para tirá-lo do Brasil.
O treinador, que conquistou títulos nacionais em todas as cinco principais ligas europeias, reafirmou seu compromisso com o projeto brasileiro, destacando a receptividade que teve no país desde que assumiu o cargo. A decisão de Ancelotti encerra qualquer especulação sobre uma possível saída, consolidando sua permanência à frente da Seleção até pelo menos o Mundial de 2030.
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Fonte: World Soccer Talk.
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2026-07-30 02:57:00

