
O técnico Carlo Ancelotti manteve o mistério sobre a escalação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5), contra a Noruega, em Nova Jersey (EUA), mas deixou pistas claras de que Gabriel Martinelli deve ser o substituto de Lucas Paquetá, lesionado. Em entrevista coletiva neste sábado (4), o comandante italiano citou duas vezes o atacante ao descrever as características necessárias para ocupar o lado esquerdo do meio-campo, função que Paquetá vinha desempenhando antes de sofrer uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.
Paquetá se machucou na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (EUA), e está fora do duelo eliminatório. A dúvida sobre quem o substituirá foi o principal tema da coletiva de Ancelotti, que, embora não tenha confirmado o time titular, deu a entender que Martinelli é o favorito. “[Precisamos] De um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto podem fazer Martinelli e [o volante] Danilo [Santos]”, afirmou o treinador.
Ancelotti também destacou que, com a bola, o substituto precisa ocupar bem a posição de meia pela esquerda, e citou outras opções, como Vinícius Júnior, que abriria espaço para o lateral Douglas Santos avançar, e o próprio Martinelli. “Muda a interpretação do jogador a depender das características”, completou. O italiano ainda comparou os perfis dos candidatos: “Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do [atacante] Matheus Cunha, como também é o [volante] Ederson. O equilíbrio não é somente escolher jogadores com diferentes características, mas manter boa vigilância quando a equipe ataca”.
Além da indefinição na vaga de Paquetá, Ancelotti confirmou o retorno de Raphinha aos relacionados. O camisa 11 se recuperou de uma lesão no músculo posterior da coxa direita, sofrida na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos, na Filadélfia (EUA). Desde então, o atacante Rayan vinha ocupando seu lugar. Raphinha ficou em Nova Jersey para tratamento e não viajou para o jogo contra o Japão, mas voltou a treinar com o grupo na última sexta-feira (3).
“O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, disse Ancelotti. A presença do atacante no banco de reservas dá ao técnico uma opção ofensiva para o segundo tempo, caso necessário.
O treinador também fez uma avaliação da evolução da seleção brasileira ao longo da Copa do Mundo, atribuindo notas às atuações. “Foi uma nota 5 contra Marrocos [na estreia]. Contra o Haiti, um 6,5. Um 7 contra a Escócia [terceira rodada]. E porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados [risos]”, concluiu Ancelotti, demonstrando satisfação com o crescimento da equipe.
O duelo contra a Noruega está marcado para as 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, e vale vaga nas quartas de final. A seleção brasileira busca manter o bom desempenho na competição, mesmo com os desfalques e as mudanças na escalação. A expectativa é que Martinelli, autor do gol da vitória sobre o Japão, seja o escolhido para compor o meio-campo ao lado de nomes como Bruno Guimarães e Vinícius Júnior, que também foram citados por Ancelotti como possibilidades táticas.
Com a volta de Raphinha, o Brasil ganha mais uma peça importante para o setor ofensivo, ainda que o jogador não esteja em plenas condições físicas. A comissão técnica avalia que sua presença no banco pode ser decisiva em um jogo eliminatório, onde cada detalhe faz diferença. A partida contra a Noruega promete ser um teste de fogo para a seleção, que busca o hexacampeonato mundial.
Fonte: Agência Brasil.
