
A Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste após um ataque aéreo com drones que, segundo o Iraque e o próprio governo saudita, teria partido do território iraquiano, onde atuam milícias apoiadas pelo Irã. O anúncio foi feito neste sábado (12), no contexto da guerra que se intensifica no Oriente Médio e ameaça elevar ainda mais os preços da energia.
O maior exportador mundial de petróleo bruto informou que a paralisação foi uma medida de precaução. Imagens de satélite mostraram fumaça preta subindo de uma área do oleoduto ao sul de Medina. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita confirmou que o ataque deixou alguns feridos e provocou danos que ainda estão sendo avaliados, sem detalhar o impacto sobre as exportações. Não houve reivindicação imediata de responsabilidade.
Em resposta ao ataque, o Iraque destituiu um comandante militar neste sábado. O oleoduto de 1,2 mil km atravessa a Península Arábica e, nos últimos seis meses, tornou-se a principal rota de saída para os suprimentos globais de petróleo do Oriente Médio, enquanto o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado por causa da guerra.
A via tem transportado de 4 a 5 milhões de barris por dia, o equivalente a 4% a 5% do abastecimento global. Essa operação vinha poupando a Arábia Saudita do impacto mais severo da interrupção que paralisou outros exportadores de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
O fechamento do oleoduto ocorre em meio ao avanço dos houthis no Mar Vermelho, rota estratégica que dá acesso ao canal de Suez e concentra parte importante do tráfego marítimo internacional. A combinação entre a paralisação do duto terrestre e a pressão sobre a navegação no Mar Vermelho restringe as alternativas de escoamento da produção energética da região.
Análise WeekNews: o fechamento do oleoduto Leste-Oeste retira de operação justamente a rota que vinha compensando o bloqueio do Estreito de Ormuz. Com 4% a 5% do abastecimento global transportados por essa via, a interrupção tende a pressionar os preços da energia enquanto os danos não forem avaliados e a segurança da rota não for restabelecida.
Fonte: Agência Brasil.
