
World Soccer Talk.
A final da Copa do Mundo de 2026 será disputada neste domingo entre Argentina e Espanha, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O confronto coloca frente a frente o atual campeão mundial, que busca o bicampeonato inédito desde o Brasil em 1962, contra a seleção espanhola, que tenta o segundo título da história após o de 2010. Além da taça, a partida carrega implicações históricas e individuais que vão muito além do resultado.
A Argentina chega à decisão com o ataque mais positivo do torneio, com 19 gols marcados em sete jogos, enquanto a Espanha possui a defesa menos vazada, tendo sofrido apenas um gol em toda a competição. É a primeira final de Copa do Mundo em 60 anos a reunir o campeão sul-americano vigente contra o campeão europeu vigente, o que adiciona um tempero extra ao duelo.
Historicamente, as duas seleções se enfrentaram 16 vezes, com seis vitórias para cada lado e dois empates. O único encontro em Copas foi em 1966, com vitória argentina por 2 a 1. Nos amistosos recentes, a Espanha goleou por 6 a 1 em 2018, e a Argentina devolveu com um 4 a 1 em Buenos Aires em 2010.
Os números individuais também chamam atenção. Rodri, volante espanhol, completou 648 passes, recorde no Mundial. Lionel Messi, aos 39 anos, soma 12 contribuições para gol (oito gols e quatro assistências), liderando a artilharia e a briga pela Chuteira de Ouro. Já Lamine Yamal, de 19 anos, é o líder em dribles certos, com 30. O jovem atacante enfrentará o ídolo de infância, Messi, em um dos confrontos geracionais mais aguardados.
Se a Argentina vencer no tempo regulamentar, na prorrogação ou nos pênaltis, conquistará o quarto título mundial (1978, 1986, 2022 e 2026) e se tornará a primeira seleção desde o Brasil de 1962 a ser bicampeã consecutiva. A equipe de Lionel Scaloni venceu todas as sete partidas até aqui, marcando ao menos dois gols em 13 jogos seguidos de Copa, outro recorde. Além disso, o time já havia conquistado a Copa América em 2021 e 2024, consolidando uma era de ouro.
Caso a Espanha vença, será o segundo título da Fúria, repetindo o feito de 2010 na África do Sul. A equipe de Luis de la Fuente chega embalada por uma defesa sólida e um meio-campo que controla a posse de bola. A única vez que sofreu um gol foi no empate sem gols com Cabo Verde na estreia.
Se o placar permanecer empatado após 90 minutos, a decisão irá para a prorrogação, com dois tempos de 15 minutos. Persistindo o empate, o campeão será definido nos pênaltis. Esse cenário pode testar a resistência física da Argentina, que já passou por partidas duras nas fases anteriores, como as vitórias sobre Cabo Verde (3 a 2 na prorrogação), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a 1 na prorrogação). A Espanha, por sua vez, mostrou organização defensiva e pode se beneficiar do cansaço adversário.
A final também tem um peso simbólico para Messi, que pode encerrar a carreira na seleção com mais um título mundial, e para Yamal, que tenta coroar uma temporada de estreia espetacular. O duelo promete ser equilibrado, com dois estilos distintos: o ataque argentino contra a defesa espanhola, e a experiência de Messi contra a juventude de Yamal.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/world-cup/how-argentinas-win-draw-or-loss-vs-spain-could-impact-the-2026-world-cup-final/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-19 09:54:00

