
A Caixa Econômica Federal iniciou nesta segunda-feira (20) o pagamento da parcela de julho do Bolsa Família. Recebem o benefício os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1, seguindo o calendário escalonado do programa.
Em 175 municípios de seis estados, no entanto, o pagamento será unificado, ou seja, todos os beneficiários dessas localidades receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS. A medida contempla cidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública. Os estados beneficiados são: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (oito), Rio Grande do Norte (120), Roraima (seis) e Sergipe (sete).
O valor mínimo do benefício é de R$ 600 por família. Além desse montante, o programa prevê três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança; um acréscimo de R$ 50 para famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos; e um adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, o Bolsa Família é pago nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, que também é usado para acompanhar as contas poupança digitais da Caixa.
Além do benefício integral, o programa mantém a chamada regra de proteção, em vigor desde junho de 2023. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
Outra mudança importante ocorreu em 2024: os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A alteração foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
A reportagem é da Agência Brasil, com edição de Aline Leal. A data de publicação original é 20 de julho de 2026, às 7h11, em Brasília.
Fonte: Agência Brasil.
