
Page Six.
O ator Michael Fishman, que interpretou DJ Conner na sitcom ‘Roseanne’, quebrou o silêncio e defendeu o cancelamento do reboot da série, ocorrido em 2018, após a polêmica envolvendo a protagonista Roseanne Barr. Em um vídeo publicado em suas redes sociais na segunda-feira, Fishman respondeu a um comentário que criticava a decisão da ABC e afirmou que o programa foi ‘corretamente cancelado’.
O comentário ao qual Fishman respondeu, feito em um vídeo no Instagram, dizia que o reboot foi cancelado porque Roseanne fez ‘as piadas habituais que um comediante faz’, mas que ‘a América decidiu apunhalar Roseanne pelas costas’. O autor do comentário também afirmou que ‘o pessoal LGBTQ e o politicamente correto assumiram o controle e começaram a destruir qualquer coisa’ e que Roseanne era ‘uma das pessoas que de repente começou a receber críticas por continuar sendo uma comediante de borda’. O comentário ainda questionava a acusação de racismo, dizendo que ela já havia feito piadas mais graves sem repercussão.
Em sua resposta, Fishman, agora com 44 anos, disse que recebe comentários ‘ignorantes e imprecisos’ diariamente e que, por mais de oito anos, lidou com isso em silêncio. ‘Na maioria das vezes, tento ignorá-los. Há mais de oito anos, venho lidando com isso silenciosamente’, afirmou. ‘Geralmente, não respondo.’ O ator, no entanto, decidiu se manifestar após perceber que ‘virar a outra face não está realmente ajudando’. ‘O mundo não aprendeu a lição. Então, vou apontar. Estamos perpetuando uma mentira, e as pessoas estão usando uma cortina de fumaça política para justificar o indefensável’, disse, referindo-se à própria Roseanne, que na época chamou suas ações de ‘indefensáveis’ em um pedido de desculpas.
A controvérsia começou em 2018, quando Roseanne Barr, hoje com 73 anos, publicou um tweet comparando Valerie Jarrett, assessora do ex-presidente Barack Obama, a um ‘macaco’. Barr se defendeu alegando que estava sob efeito de Ambien, um medicamento para dormir, e que não sabia que Jarrett era negra. Mais tarde, ela também culpou Deus. A ABC cancelou o reboot da série, que não chegou a ter uma segunda temporada. O programa foi reformulado como ‘The Conners’, sem a participação de Barr, e durou sete temporadas, encerrando em 2025.
Fishman, que participou da série original e do reboot, apontou que até a própria Barr reconheceu que seus posts eram ‘indefensáveis’. ‘Essas justificativas estão levando a consequências reais. Crimes reais’, afirmou, mencionando as mortes de negros americanos como Tasia Fortune, Trey Reed e Nolan Wells. ‘Desumanizar as pessoas nunca é uma piada’, acrescentou.
O ator destacou a diferença entre a liberdade de expressão dos comediantes e a responsabilidade por suas palavras. ‘Quando estamos no palco como comediantes, ou diante das câmeras, temos a liberdade de dizer o que quisermos. Mas isso não significa que não haja responsabilidade e consequências’, disse. ‘Os comediantes brilhantes nos ajudam a rir dos tópicos mais sombrios. Infelizmente, neste caso, não houve piada. E o programa foi corretamente cancelado.’
Fishman também expressou compaixão por Roseanne, dizendo que ‘boas pessoas cometem erros’ e que ele a ama e sempre amará. ‘Sempre terei compaixão e amor por ela, e tenho demonstrado isso continuamente, e ela ajudou o mundo a entender que boas pessoas podem cometer erros’, afirmou. ‘Mas não houve piada. Houve apenas dano e desumanização, e perpetuar estereótipos raciais leva a consequências no mundo real.’
O ator concluiu dizendo que ‘as únicas pessoas que foram apunhaladas pelas costas foram as que foram alvo das declarações e as que se tornaram danos colaterais’. Ele ainda deu um conselho direto àqueles que defendem comentários racistas: ‘Sejam espertos o suficiente para ficarem de boca fechada. Não terminem a frase, não apertem enviar e certamente não…
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Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-08-11 23:52:00

