
A Bienal do Livro do Rio de Janeiro anunciou um novo projeto para incentivar a leitura no Brasil e ampliar o alcance do festival mesmo nos anos em que o evento não ocorre. Batizada de Estação Bienal, a iniciativa vai promover encontros entre leitores e escritores de renome, começando pela autora inglesa Alice Oseman, criadora da série “Heartstopper”. O primeiro encontro está marcado para o dia 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, onde os fãs poderão conhecê-la ao vivo e obter autógrafos. O evento conta com a parceria da Companhia das Letras, por meio do selo Seguinte, voltado para o público jovem.
De acordo com Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, empresa que realiza a Bienal do Livro do Rio em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a proposta inicial é trazer apenas autores internacionais, que costumam ter acesso mais restrito ao público brasileiro. “A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida”, explicou. A expectativa é expandir o projeto ao longo do tempo, seguindo o modelo da Bienal nas Escolas, que leva escritores a escolas públicas durante o ano e se tornou uma ação permanente.
A escolha de Alice Oseman não foi aleatória. Segundo Bruno Henrique, a organização mantém uma lista de escritores muito requisitados pelos leitores, e a autora de “Heartstopper” é uma das mais pedidas. A vinda dela foi viabilizada em parceria com a Companhia das Letras, aproveitando a disponibilidade em sua agenda para visitar o Rio de Janeiro. A organização já negocia com um novo autor estrangeiro para a próxima edição do projeto, mas não revelou o nome, pois a operação depende de logística e agenda.
Cada participante da Estação Bienal receberá um pin colecionável com identidade exclusiva. Na primeira edição, o brinde terá a capa do sexto volume de “Heartstopper”. A ideia é que os leitores possam guardar recordações de cada encontro.
A Bienal do Livro também desenvolve outras iniciativas para fomentar a leitura. Com o Hemorio, o projeto “Ler tá no Sangue” contribuiu para aumentar o número de doadores de sangue. No Metrô Rio, a ação “Embarque na Leitura” distribui livros nos vagões, aproveitando o hábito de leitura dos passageiros. Já a “Invasão dos Livros”, em parceria com a Voz das Comunidades, leva obras ao Complexo do Alemão. Bruno Henrique destacou que o objetivo é ampliar o propósito da Bienal para outros momentos e lugares, aproximando mais pessoas do hábito de ler e ajudando a tornar o Brasil um país leitor.
Análise WeekNews: A criação da Estação Bienal indica uma estratégia de manter a Bienal do Livro relevante ao longo de todo o ano, não apenas durante o período do festival. Ao priorizar autores internacionais de grande apelo, como Alice Oseman, o projeto tende a atrair um público jovem e engajado, que pode se tornar frequentador assíduo das futuras edições. A expansão gradual, inspirada em iniciativas já consolidadas como a Bienal nas Escolas, sugere que a organização busca transformar o evento em uma plataforma contínua de promoção da leitura, com potencial para alcançar diferentes regiões e públicos.
Fonte: Agência Brasil.
