
Feed Editoria Radioagência Nacional.
O governo brasileiro assumiu o compromisso de restaurar 163 mil km² de áreas degradadas até 2030. A meta, apresentada durante a COP17, conferência da ONU sobre combate à desertificação realizada em Ulã Bator, na Mongólia, foi recebida com elogios, mas também gerou cobranças para que o plano saia do papel e enfrente os desafios ambientais do país.
Entidades da sociedade civil, como WWF, Rede para Restauração da Caatinga e Instituto Escolhas, classificaram a iniciativa como ambiciosa, mas alertaram que ela precisa ser convertida em resultados concretos. Para as organizações, isso envolve integrar a conservação e a restauração dos ecossistemas à recuperação da produtividade das áreas degradadas, ao manejo sustentável do solo e à transformação dos sistemas agroalimentares.
As entidades também defenderam que a sociedade acompanhe e fiscalize o cumprimento do compromisso. Segundo elas, a meta foi apresentada com 11 anos de atraso, e agora é necessário acelerar o trabalho, com fortalecimento da estrutura administrativa e orçamentária.
A Secretária-Adjunta da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação afirmou que o Brasil tem desempenhado papel importante na construção de soluções para os problemas relacionados à terra.
Análise WeekNews: A meta anunciada pelo Brasil, embora tardia, representa um passo relevante em um cenário internacional de crescente preocupação com a degradação do solo. A cobrança das entidades evidencia que o desafio não está apenas na definição da meta, mas na capacidade de implementação e monitoramento, o que pode determinar o impacto real da iniciativa nos próximos anos.
Fonte: Agência Brasil.
