
O Brasil registrou 665 casos de mpox até outubro de 2026, sem nenhum óbito, segundo a médica infectologista Carolina Lázari, que integra a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Diante desse cenário, ela avalia que não há necessidade de vacinação em massa contra a doença no país.
“No momento não há necessidade de uma vacinação em massa. As medidas preventivas que o Ministério da Saúde vem tomando precocemente se mostram eficazes”, afirmou a infectologista. Segundo ela, a prioridade no Brasil tem sido a população de homens jovens infectados com HIV/Aids e com imunidade comprometida, além de pessoas que trabalham em laboratórios manipulando o vírus.
Ainda de acordo com Lázari, o comportamento da doença no país segue sendo observado com atenção. “Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, declarou.
O Ministério da Saúde adquiriu até 20 mil doses da vacina em caráter preventivo e estratégico. A imunização é destinada prioritariamente a grupos específicos definidos por critérios epidemiológicos, como pessoas vivendo com HIV que apresentaram maior risco de agravamento da doença, mediante levantamento prévio e agendamento.
A doença se manifesta inicialmente com erupções na pele e manchas, que evoluem para bolhas e crostas. As lesões aparecem com mais frequência no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital, acompanhadas de ínguas na virilha. Entre os sintomas estão ainda aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.
Como medidas para reduzir o risco de transmissão, a orientação é evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas.
No município do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde retomou em 6 de novembro a vacinação contra a mpox, de forma escalonada. Nesta primeira etapa, serão contempladas apenas pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e com 18 anos ou mais. A ampliação para outros grupos, incluindo as demais pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá conforme a disponibilidade e o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.
As vacinas estão disponíveis em cinco unidades concentradoras. Os três Super Centros Cariocas de Vacinação funcionam em horários estendidos: Botafogo (Rua General Severiano, 91, de domingo a domingo, das 8h às 22h); Zona Norte (Shopping Nova América, em Del Castilho, seguindo o funcionamento do centro comercial); e Zona Oeste (ParkShopping Campo Grande, no horário do shopping). Também há vacinação no Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI), aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Fonte: Agência Brasil.
