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A audiência da WNBA continua batendo recordes, e o nome por trás desse fenômeno é Caitlin Clark. Pela terceira vez nesta temporada, um jogo do Indiana Fever ultrapassou a marca de 1 milhão de telespectadores em um canal a cabo nos Estados Unidos. A partida contra o Golden State Valkyries, em 15 de julho, registrou média de 1,14 milhão de espectadores na USA Network, segundo a assessoria de imprensa da emissora. O número superou o recorde anterior, estabelecido apenas uma semana antes, quando o Fever enfrentou o Los Angeles Sparks e alcançou 1,04 milhão de espectadores.
O feito é ainda mais impressionante considerando que o jogo contra o Sparks ocorreu em uma quarta-feira, com início às 22h no horário da costa leste dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que uma partida da WNBA com esse horário tardio atingiu a marca de 1 milhão de telespectadores. Agora, o confronto contra o Golden State superou esse número com folga, registrando um aumento de 172% em relação à média de audiência da WNBA em canais a cabo em 2025.
A sequência de recordes começou em 16 de junho, quando o Fever enfrentou o Toronto Tempo e estabeleceu a primeira marca de 1 milhão na USA Network. Desde então, a equipe de Indiana não parou de quebrar seus próprios recordes. O jogo contra o Golden State, no entanto, não foi especialmente brilhante em termos de desempenho: o Fever perdeu por 88 a 75, e Clark teve uma noite discreta, com 13 pontos, 4 de 14 nos arremessos e quatro turnovers. Ela ainda jogou com uma contusão na perna sofrida durante a partida. Mesmo assim, mais de 1,1 milhão de pessoas acompanharam a transmissão.
O único jogo da WNBA nesta temporada a superar a audiência do confronto contra o Golden State foi outra partida do Fever: a vitória sobre o Las Vegas Aces em 5 de julho, que teve média de 1,55 milhão de espectadores na ESPN. Curiosamente, nem Caitlin Clark nem a estrela adversária A’ja Wilson estavam em quadra naquele jogo. Esse dado tem sido usado por alguns analistas para argumentar que o apelo televisivo do Fever já não depende exclusivamente de Clark. No entanto, a própria construção desse interesse coletivo tem sua origem na presença da armadora.
Antes da chegada de Clark à liga, o Indiana Fever não produzia audiências de sete dígitos em canais a cabo. A transformação começou com ela. A atenção que Clark atrai está ligada à produção de jogo, não apenas à sua presença física. Prova disso é que, na mesma semana, três dias antes do jogo contra o Golden State, o Fever aplicou uma goleada de 109 a 75 sobre o Aces, com média de 2,64 milhões de espectadores na NBC e no Peacock. O pico de audiência chegou a 2,8 milhões, tornando aquela a partida mais assistida da WNBA em 2026, a mais vista em um domingo de temporada regular desde 1998 e a segunda mais assistida em temporada regular desde 2000.
Embora as audiências da NBC/Peacock e da USA Network não sejam diretamente comparáveis devido ao alcance diferente das emissoras, o fato é que o Fever entregou o maior público geral da temporada no domingo e, três noites depois, quebrou o recorde da USA Network. A consistência mostra que o time se tornou um produto nacional de televisão, algo impensável antes de Clark.
A performance individual de Clark também tem sido premiada. A WNBA a nomeou Jogadora da Semana da Conferência Leste após médias de 25 pontos, 2,3 rebotes e 7,7 assistências. Nesse período, ela teve uma atuação histórica contra o Seattle Storm, com 45 pontos e 10 assistências, tornando-se a primeira jogadora na história da WNBA a registrar pelo menos 40 pontos e 10 assistências em uma única partida.
A saga de recordes de audiência não deve parar por aí. O Fever recebe o Connecticut Sun na quarta-feira, novamente com transmissão pela USA Network. Será a chance de Clark e sua equipe quebrarem o recorde da emissora pela terceira semana consecutiva. Antes de Clark entrar na liga, a WNBA havia passado quase 16 anos sem um jogo com média de 1 milhão de telespectadores. Agora, a USA Network esperou apenas sete dias para que Clark atingisse essa marca pela terceira vez em sua programação.
A comentarista Sage Steele, apresentadora do ‘The Sage Steele Show’, criticou a forma como a WNBA tem tratado a armadora. Segundo Steele, a liga está lidando mal com um talento geracional como Clark. Ela apontou a arbitragem consistentemente ruim, que tem deixado de marcar faltas contra Clark e outras jogadoras ao longo da temporada. Para Steele, essa negligência contínua corre o risco de afastar a base de fãs crescente da WNBA.
Com a proximidade do jogo contra o Connecticut Sun, a expectativa é de mais um recorde. A WNBA, que busca construir uma narrativa maior do que Caitlin Clark, vê os números de audiência apontarem insistentemente para ela. O fenômeno Clark, seja dentro ou fora de quadra, continua a redefinir o alcance da liga.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/caitlin-clark-keeps-delivering-record-wnba-viewership-fever-top-1-million-viewers-yet-again.
Fonte: Fox News.
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2026-07-21 14:52:00

