Candidatos encerram campanha com caminhadas, carreatas e apelos ao voto no 1º turno

Candidatos encerram campanha com caminhadas, carreatas e apelos ao voto no 1º turno
Fonte da imagem: Agência Brasil


No último dia de campanha antes do primeiro turno, marcado para este domingo (4), os candidatos à Presidência da República percorreram diferentes cidades do país neste sábado (3) em caminhadas, carreatas, moto-carreatas e encontros com apoiadores. As agendas variaram de atos de rua a reuniões virtuais e transmissões ao vivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, liderou a caminhada “Brasil Pronto pra Mais” pelo centro de São Paulo. Em discurso, defendeu o fim da escala 6×1, o combate às bets e políticas de educação. Lula classificou a eleição como uma disputa entre a democracia e a barbárie. “Nós estamos a poucas horas de fazer possivelmente o maior gesto da revolução democrática desse país”, afirmou. Segundo o candidato, de um lado estão “aqueles que defendem os direitos humanos, a educação, uma forte política de mobilidade urbana, aqueles que defendem a ciência e tecnologia e a soberania”; do outro, “a barbárie, aqueles que são contra a cultura, que acabaram com o Ministério da Indústria e Comércio, Ministério do Trabalho, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos e Ministério das Mulheres”. Lula disse ainda que é “o povo brasileiro que vai derrotar a extrema-direita, os fascistas e os negacionistas” e convocou eleitores maiores de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a comparecer às urnas.

Flávio Bolsonaro (PL) participou pela manhã de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista. Durante o evento, posou para fotos segurando um cartaz com a imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ao final, agradeceu o apoio recebido na campanha e disse estar confiante no resultado: “Eu tenho a convicção também que tem tudo pra que a gente ganhe essa eleição já no 1º turno”. O senador também criticou o STF, afirmando que a Corte “tem de que deixar de ser uma delegacia de polícia”.

Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agenda matinal em Goiânia, com caminhada e carreata na região noroeste da cidade, e voltou a defender propostas para a agricultura familiar, a segurança pública e a saúde. Renan Santos (Missão) participou ao meio-dia de uma etapa do Tour Futuro Glorioso, em Santos (SP), e à tarde seguiu para São Paulo, onde fez caminhada entre a Praça da Liberdade e o Largo São Francisco.

Samara Martins (UP) realizou caminhada no bairro do Alecrim, em Natal, e fez um balanço da campanha, destacando propostas da legenda relacionadas à renda, à dívida pública, à saúde e à educação, além dos diálogos mantidos com eleitores em diferentes regiões do país. Augusto Cury (Avante) esteve em Colina (SP) pela manhã, em caminhada com apoiadores — único compromisso público divulgado pela campanha —, e depois seguiu para Ribeirão Preto.

Hertz Dias (PSTU) fez reunião virtual com apoiadores de diferentes regiões pela manhã e, no fim da tarde, participou do ato Pane no Sistema, na sede do Sindicato dos Metroviários, em São Paulo. Rui Costa Pimenta (PCO) participou do programa Análise Política da Semana, transmitido pela Causa Operária TV, comentando temas políticos e eleitorais na véspera do primeiro turno.

Os candidatos Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Romeu Zema (Novo) não tiveram compromissos públicos neste sábado.

Análise WeekNews: A distribuição das agendas no último dia de campanha concentrou os principais candidatos em atos de rua e contato direto com eleitores, formato tradicionalmente associado à reta final. O contraste entre a caminhada de Lula no centro de São Paulo e a moto-carreata de Flávio Bolsonaro no interior paulista indica que as duas campanhas apostaram em redutos e formatos distintos para mobilizar apoiadores. Já a ausência de compromissos públicos de quatro candidatos no dia anterior à votação sugere que essas campanhas optaram por não realizar eventos abertos na véspera do pleito.

Fonte: Agência Brasil.

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