
A cidade de São Paulo aplicou 1.045.758 doses da vacina contra o sarampo desde o dia 3 de agosto, quando teve início a campanha de multivacinação. O número foi divulgado pela prefeitura e coloca a capital como o município com o maior registro de casos da doença no país neste ano: dos 24 casos confirmados em todo o Brasil, 20 foram identificados na cidade.
O primeiro caso confirmado na capital ocorreu em fevereiro e teve origem importada da Bolívia. O segundo caso foi confirmado em março, com histórico de viagem à Guatemala. Os demais casos foram registrados entre junho e julho, distribuídos pelos distritos de Vila Medeiros (oito casos), Água Rasa (quatro), Vila Maria (dois), Sapopemba (dois), Capão Redondo (um) e Jabaquara (um).
Apesar de não haver novos casos confirmados desde o último dia 7, a cidade ainda investiga 472 possíveis ocorrências da doença. A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos recebam uma nova dose da vacina contra o sarampo, independentemente do número de doses já recebidas anteriormente ou da situação vacinal registrada no sistema.
A atenção é ainda maior para as crianças com menos de 1 ano de idade. Isso porque a vacinação regular contra o sarampo, prevista no calendário básico, só ocorre após o primeiro ano de vida. Dez dos 20 casos confirmados na capital atingiram exatamente esse grupo etário, o que reforça a importância da chamada dose zero, disponível para bebês de 6 a 11 meses.
A dose zero é uma estratégia de proteção adicional para os bebês que ainda não têm idade para receber a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Com a circulação do vírus na cidade, a antecipação da dose busca reduzir o risco de infecção nessa faixa etária mais vulnerável a complicações graves.
A campanha de multivacinação segue até o dia 1º de setembro. As vacinas estão disponíveis nas 483 unidades básicas de saúde (UBSs) da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Aos sábados, a aplicação ocorre nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs/UBSs Integradas), também das 7h às 19h.
Para facilitar o acesso da população, a prefeitura disponibiliza a plataforma Busca Saúde, na qual é possível consultar a unidade de saúde mais próxima e os horários de funcionamento. A recomendação é que os moradores verifiquem a situação vacinal e procurem uma unidade para atualizar a caderneta de vacinação.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, que pode causar complicações como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças pequenas e adultos não imunizados. A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.
A capital paulista concentra a maior parte dos casos confirmados no país neste ano, o que levou as autoridades de saúde a intensificar as ações de bloqueio e vigilância. A investigação dos 472 casos suspeitos segue em andamento, com coleta de amostras e monitoramento dos contatos.
A campanha de multivacinação também tem como objetivo atualizar outras vacinas do calendário básico, aproveitando a ida da população às unidades de saúde. A orientação é que os pais ou responsáveis levem a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes para avaliação dos profissionais de saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a vacinação é segura e eficaz, e que a imunização em massa é essencial para interromper a cadeia de transmissão do vírus. A meta é ampliar a cobertura vacinal e evitar a volta da doença de forma sustentada no município.
Fonte: Agência Brasil.
