
NME.
A Casa Branca removeu de seu site um jogo inspirado em Tetris que vinha sendo alvo de críticas por seu conteúdo considerado racista. A retirada ocorreu depois que a The Tetris Company, detentora dos direitos sobre o jogo original, se manifestou contra o uso não autorizado de sua propriedade intelectual.
O jogo, intitulado ‘Build The Wall’, foi lançado no início da semana como parte de uma série de games de temática política criados pela administração Trump. Na dinâmica, os jogadores eram incentivados a ‘proteger a fronteira da horda que se aproxima’, em referência direta à política de imigração do governo.
A iniciativa também incluiu outras adaptações de clássicos, como ‘Trump Saving Tycoon’, inspirado em Duck Hunt, e ‘Rio Run’, que remete a Snake e propõe ‘patrulhar a linha ao longo do rio’.
Após a repercussão negativa nas redes sociais, a The Tetris Company publicou um comunicado no Instagram afirmando que não teve qualquer envolvimento com o projeto. ‘No Tetris, acreditamos no poder da conexão e em unir as pessoas, não em dividi-las’, escreveu a empresa, acrescentando que leva violação de direitos autorais muito a sério.
A remoção do jogo do site da Casa Branca ocorreu sem explicação oficial. Enquanto isso, fãs de outras franquias, como Nintendo, PlayStation, Sega e Microsoft, também usadas nas paródias, pedem que essas empresas adotem medidas semelhantes. Nesta segunda-feira (9), a conta oficial da Casa Branca no X compartilhou uma sátira de The Legend of Zelda estrelada por Trump, o que gerou novos apelos por ação judicial.
Um funcionário da Casa Branca, em declaração ao The Washington Examiner, defendeu a iniciativa: ‘Esta administração está focada em maneiras de inovar e contar a história das muitas conquistas do presidente de uma forma que ressoe com todos os americanos’. Segundo ele, o objetivo é contrastar ‘uma cultura de diversão e vitória’ com a ‘visão socialista sombria’ que os democratas teriam para o país.
Análise WeekNews: A remoção do jogo após a manifestação da The Tetris Company indica que a pressão de detentores de direitos autorais pode ser mais eficaz do que as críticas políticas. A rápida resposta da empresa, reforçando seu compromisso com a comunidade e com a proteção de sua marca, sugere que outras companhias citadas nas paródias podem adotar postura semelhante, o que tenderia a limitar o alcance desse tipo de iniciativa da Casa Branca.
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Fonte: NME.
NME.
2026-09-09 06:26:00
