
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso da vacina MenQuadfi para crianças a partir de 6 semanas de idade. O imunizante, que já era aplicado em outras faixas etárias, agora poderá ser utilizado também em bebês para prevenir a doença meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.
A decisão, anunciada na quarta-feira (9), atende a um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da meningite. Segundo a Anvisa, a ampliação foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em cerca de 6 mil bebês com idade entre 6 semanas e menos de 12 meses, que receberam pelo menos uma dose em diferentes esquemas vacinais. Também foram analisados dados de pouco mais de 5 mil crianças que tomaram dose de reforço a partir dos 12 meses.
Os resultados, de acordo com a agência, mostraram perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem novas preocupações relevantes.
A doença meningocócica invasiva é transmitida por gotículas de secreção respiratória e pode ser grave, com evolução rápida e risco de morte mesmo com tratamento adequado. A letalidade gira em torno de 10%, e até 20% dos sobreviventes podem ficar com sequelas permanentes. Bebês e crianças pequenas, principalmente no primeiro ano de vida, estão entre os de maior risco.
Em outra frente, a Anvisa também aprovou o registro do medicamento Voraxaze (glucarpidase), indicado para reduzir concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou eliminação retardada da substância. O uso é autorizado para adultos e crianças com mais de 28 dias de vida. O metotrexato é um imunossupressor usado em altas doses no tratamento de alguns tipos de câncer; quando há acúmulo, o risco de toxicidade grave aumenta. O glucarpidase é uma enzima recombinante que quebra o metotrexato, permitindo sua eliminação por via alternativa à renal.
Fonte: Agência Brasil.
