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A petroleira norte-americana Chevron confirmou nesta quarta-feira, 2 de setembro, um novo acordo com o governo da Venezuela que prevê investimentos superiores a US$ 7 bilhões na exploração de petróleo no país. O objetivo declarado é dobrar a produção atual, chegando a 600 mil barris por dia nos próximos cinco anos.
Segundo a empresa, o custo total de extração na operação venezuelana é inferior a US$ 20 por barril, o que torna o projeto economicamente atrativo. A Chevron detém 49% de participação na Petroindependencia, subsidiária que recebeu direitos para explorar duas áreas na Faixa do Orinoco, região sul da Venezuela que abriga a maior reserva de petróleo bruto do mundo.
Somadas às outras duas operações da companhia no país, a produção acumulada da Chevron na Venezuela já cresceu 15% neste ano. O presidente mundial da Chevron, Mark Wirth, agradeceu ao Departamento de Energia dos Estados Unidos pelas condições que viabilizaram os novos aportes financeiros.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas produz atualmente apenas 1,25 milhão de barris por dia, bem abaixo dos mais de 3 milhões registrados duas décadas atrás. Após o sequestro do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro, o governo de Donald Trump passou a incentivar empresas petrolíferas norte-americanas a investirem no país.
A Chevron mantém atividades na Venezuela há mais de um século. Outras produtoras deixaram o país em 2007, quando suas operações foram nacionalizadas pelo então presidente Hugo Chávez.
Análise WeekNews: O anúncio reflete uma mudança concreta nas relações energéticas entre Estados Unidos e Venezuela, impulsionada por fatores políticos e econômicos. A combinação de baixo custo de extração e reservas abundantes tende a atrair novas parcerias, mas o histórico de nacionalizações e instabilidade política no país ainda representa um risco que pode limitar o alcance dos investimentos anunciados.
Fonte: Agência Brasil.
