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A 36ª edição do Cine Ceará começa neste sábado (7) em Fortaleza, com exibição gratuita de filmes no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. Um dos festivais de cinema mais tradicionais do país, o evento deve reunir cerca de 10 mil pessoas e tem toda a programação aberta ao público, sem cobrança de ingresso.
A edição deste ano é dedicada aos 300 anos de Fortaleza, completados em abril. Segundo o diretor do festival, Wolney Oliveira, a identidade visual do evento é inspirada no Farol do Mucuripe, símbolo da capital cearense. “Toda a programação do festival é em homenagem à cidade de Fortaleza. E é um orgulho muito grande a gente poder dar visibilidade aos 300 anos da nossa cidade”, afirmou.
A mostra competitiva está dividida em três frentes. A Ibero-americana de Longa-metragem reúne produções da América Latina, do Caribe, de Portugal e da Espanha. A Brasileira de Curta-metragem recebe ficções, documentários e animações de realizadores brasileiros ou de estrangeiros radicados no país há mais de três anos. Já a Mostra Olhar Ceará é voltada a produtores e diretores cearenses, com curtas e longas-metragens.
Os vencedores podem receber prêmios de até R$ 40 mil. Os participantes também disputam o Troféu Mucuripe, que reconhece categorias como melhor ator, melhor atriz e melhor roteiro.
Além das exibições competitivas, o festival inclui lançamentos de filmes, pré-estreias, lançamentos de livros, workshops, cursos e debates. A abertura da programação traz o filme “A Gente Nunca Esquece”, destinado a crianças de escolas públicas.
O evento também reserva mostras sociais. Uma delas ocorre na praça do Ferreira e é dirigida a pessoas em situação de rua. De acordo com Wolney Oliveira, dez moradores em situação de rua são contratados para trabalhar nessa mostra e no próprio festival. Outra ação leva crianças matriculadas em escolas públicas ao cinema, muitas delas pela primeira vez, com direito a lanche e debate sobre o filme exibido após a sessão.
Análise WeekNews: A programação do Cine Ceará combina mostras competitivas com valor de premiação relevante para o circuito audiovisual e ações sociais que ampliam o acesso ao cinema. A homenagem aos 300 anos de Fortaleza e o uso do Farol do Mucuripe como símbolo reforçam o vínculo do festival com a cidade que o sedia, enquanto a gratuidade e as sessões para públicos específicos indicam uma tentativa de aproximar a produção exibida de moradores que normalmente não frequentam salas de cinema.
Fonte: Agência Brasil.
