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O retorno de Aaron Donald ao Los Angeles Rams, anunciado no início desta semana, levantou uma questão: como uma equipe repleta de contratos milionários conseguiu encaixar o defensive tackle no teto salarial? Para o agente esportivo Leigh Steinberg, a resposta está na habilidade do Rams em lidar com a ‘caponomics’. Em entrevista ao OutKick, Steinberg explicou que a franquia criou espaço no teto salarial ao reestruturar contratos e converter salários em bônus. “Se uma equipe é criativa, pode mover outros contratos e criar espaço”, disse.
Após a derrota para o Seattle Seahawks na final da NFC na temporada passada, o Rams fez uma verdadeira farra de contratações. O quarterback Matthew Stafford, MVP do Super Bowl, recebeu uma extensão de um ano no valor de US$ 55 milhões. O cornerback Trent McDuffie, vindo do Kansas City Chiefs, assinou por quatro anos e US$ 124 milhões. Jaylen Watson, outro cornerback, foi contratado por três anos e US$ 51 milhões. E o defensive end Myles Garrett, adquirido do Cleveland Browns, teve seu contrato reformulado para cinco anos e US$ 208 milhões.
Mesmo com tantos acordos vultosos, o Rams ainda encontrou espaço para Donald, que aceitou um contrato de um ano e US$ 20 milhões. A estratégia, como detalhou Steinberg, envolveu empurrar parte dos pagamentos para o futuro. O contrato de Stafford, por exemplo, foi estendido até 2031, com anos fictícios (void years) que distribuem o impacto no teto salarial mesmo após o fim do vínculo. Já McDuffie teve o salário concentrado nos anos finais: seu impacto neste ano é de US$ 10,8 milhões, mas sobe para US$ 30,8 milhões na próxima temporada. Garrett, por sua vez, terá um impacto crescente, começando em US$ 8,4 milhões e chegando a US$ 48,17 milhões em 2029, com valores menores até 2034.
Para Steinberg, a combinação de Donald e Garrett pode ser devastadora para os ataques adversários. “É impossível dobrar a marcação em ambos. Em algum momento, um desses jogadores dominantes estará solto”, afirmou. O agente, que já representou astros como Troy Aikman e Ben Roethlisberger, também acredita que Donald não teria voltado se não se sentisse capaz de atuar em alto nível. “Ele não teria voltado se não achasse que poderia ser dominante novamente”, disse.
A linha defensiva do Rams, que já contava com Kobie Turner, Braden Fiske, Byron Young e Poona Ford, agora ganha ainda mais força. Steinberg comparou o grupo à lendária ‘Fearsome Foursome’ do Los Angeles Rams das décadas de 1960 e 1970, com Merlin Olsen, Deacon Jones, Rosie Greer e Lamar Lundy. “O Rams faz um excelente trabalho de recrutamento e de encontrar a estrela que se encaixa em uma defesa já dominante”, afirmou.
Steinberg, que foi introduzido no Hall da Fama do Esporte da Califórnia em 2017, não se surpreendeu com a volta de Donald. Ele contou que muitos de seus clientes, mesmo com carreiras de sucesso e planos pós-aposentadoria, sentiam falta do jogo. “Eles sentem falta da estrutura, da camaradagem no vestiário e da emoção de jogar diante de multidões”, disse. O retorno de Donald, portanto, pode ser o ingrediente final para o Rams sonhar com mais um título do Super Bowl.
Análise WeekNews: A decisão do Rams de concentrar os maiores impactos salariais no futuro indica uma aposta clara no sucesso imediato. Ao juntar Donald e Garrett, a equipe cria uma pressão rara sobre os quarterbacks adversários, o que tende a elevar o desempenho defensivo já na próxima temporada. A estratégia, porém, exige que a franquia administre com cuidado as consequências financeiras nos próximos anos, quando os contratos de Stafford, McDuffie e Garrett atingirão seus picos. O movimento reforça a busca por um título de forma agressiva, mas também aumenta a pressão por resultados rápidos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/legendary-sports-agent-talks-rams-use-caponomics-bring-aaron-donald-out-retirement.
Fonte: Fox News.
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2026-09-04 17:28:00


