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A delegação do Consórcio Nordeste está em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, para participar da 17ª Conferência das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), que ocorre até 28 de agosto. O grupo, que reúne os nove estados da região, negocia recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração da Caatinga.
A comitiva apresentou o plano de “recaatingamento”, que prevê a recuperação de áreas degradadas com a participação das populações locais. A iniciativa ganha relevância diante do dado da ONU de que a degradação do solo já afeta até 40% das terras do mundo. Um dos objetivos é fortalecer o Fundo Caatinga, mecanismo que centralizaria recursos e reduziria os custos operacionais de projetos individuais.
Na segunda-feira, a delegação participou do painel “Financiamento Climático para Regiões Semiáridas”. Nesta terça-feira, o tema em discussão é água, segurança hídrica e formas de acesso em regiões áridas e semiáridas. Na quarta-feira, o Consórcio aborda a “Restauração da Caatinga e Justiça Climática”. No último dia de agenda, estão previstos os painéis “Governança no Combate à Desertificação” e “Nordeste como Laboratório Global de Soluções”.
Os representantes também levaram à conferência o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, que reúne projetos de infraestrutura para convivência com a seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso de água e dessalinização. As iniciativas estão divididas em três linhas: segurança hídrica como infraestrutura de adaptação; transição energética e industrialização de baixo carbono, incluindo hidrogênio verde e combustíveis renováveis em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE); e restauração da terra e bioeconomia da Caatinga.
Em paralelo, a delegação realiza reuniões bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), da ONU, e o Banco dos BRICS.
Análise WeekNews: A participação do Consórcio Nordeste na COP17 com projetos estruturados e busca por financiamento internacional indica uma tentativa de dar escala a soluções regionais para a seca. A articulação com bancos multilaterais e a proposta de centralizar recursos no Fundo Caatinga sugerem uma estratégia de fortalecimento institucional para atrair investimentos e reduzir a fragmentação de iniciativas, o que pode aumentar a eficiência dos projetos no semiárido.
Fonte: Agência Brasil.
