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A comentarista esportiva Sarah Spain gerou debate ao sugerir que a WNBA deveria direcionar suas jogadoras para o que ela chama de ‘mídia real’, definida por ela como veículos que cobrem a liga ‘de forma justa’. Em seu podcast, Spain afirmou que a liga deveria facilitar relações entre atletas e esses veículos, que ajudariam a construir as marcas das jogadoras. A declaração, no entanto, foi recebida com críticas por aqueles que enxergam nela uma tentativa de privilegiar veículos alinhados à liga e excluir repórteres considerados inconvenientes.
Spain, que já tem acesso privilegiado à WNBA — tendo entrevistado recentemente jogadoras como Veronica Burton, Dominique Malonga e Awa Fam, além das lendas Cheryl Swoopes e Ticha Penicheiro —, classificou veículos que não se enquadram em seu conceito de ‘justos’ como ‘aleatórios’ na internet espalhando ‘besteira’. A fala ocorre em meio a um cenário de negativas de credenciais a jornalistas considerados críticos à liga.
O OutKick, veículo que publicou a crítica, relatou ter tido seu pedido de credencial negado pelo Atlanta Dream para o jogo de 5 de agosto contra o Phoenix Mercury. Em resposta, a equipe citou a ‘tônica da cobertura’ como critério, além de priorizar veículos que cobrem consistentemente o time. Outras equipes, como Dallas Wings, Connecticut Sun, Las Vegas Aces e Chicago Sky, também negaram credenciais, usando justificativas como prioridade para veículos locais ou que cobrem regularmente a WNBA.
A discussão ganhou contornos mais amplos com a cobertura da liga sobre temas sensíveis. Quando a WNBA anunciou que Enes Kanter Freedom e Royce White eram inelegíveis para o draft de 2027, a liga não respondeu diretamente às perguntas do OutKick, mas fontes não identificadas repassaram a conclusão ao Front Office Sports, que publicou a informação sem questionar o critério de elegibilidade.
Spain também criticou a jornalista Christine Brennan, do USA Today, por perguntar a DiJonai Carrington se ela intencionalmente atingiu o olho de Caitlin Clark durante os playoffs de 2024. A WNBA Players’ Association chegou a pedir a revogação da credencial de Brennan. Spain chamou a cobertura de Brennan sobre Clark de ‘derreligião de deveres como jornalista’.
Durante o All-Star Game, após a jogadora Sophie Cunningham declarar que ‘homens biológicos’ não deveriam competir em esportes femininos, Spain moderou um painel no evento e não questionou as autoridades da liga sobre o assunto. A comissária Cathy Engelbert e outras estrelas estavam disponíveis, mas nenhuma pergunta foi feita sobre a política de elegibilidade de transgêneros. Spain, que também apoiou a declaração da técnica Stephanie White, do Indiana Fever, que condenou o ‘discurso de ódio’ sem citar nomes, não abordou o tema em sua cobertura.
Críticos apontam que a definição de ‘mídia real’ de Spain parece mais alinhada a um departamento de relações públicas da liga do que a jornalismo independente. A negativa de credenciais com base na ‘tônica da cobertura’ e a preferência por veículos que não questionam a liga sugerem um ambiente em que repórteres que fazem perguntas difíceis são punidos.
Análise WeekNews: A fala de Spain e as negativas de credenciais por parte de equipes da WNBA indicam uma tendência da liga em priorizar veículos alinhados à sua narrativa, em detrimento de uma cobertura jornalística independente. A definição de ‘mídia real’ proposta por Spain, que exclui críticos e inclui apenas aqueles que ajudam a construir marcas, na prática, pode restringir o acesso a jornalistas que fazem perguntas desconfortáveis. Os critérios de ‘tônica da cobertura’ e ‘veículos que cobrem regularmente’ podem ser usados para excluir repórteres que não se alinham à visão da liga, o que tende a limitar a diversidade de perspectivas na cobertura da WNBA.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/sarah-spain-says-wnba-players-need-real-media-sounds-more-like-league-approved-pr.
Fonte: Fox News.
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2026-08-25 08:01:00



