Crise na Fifa se aprofunda após Inglaterra mudar posição sobre reeleição de Infantino em 2027

Crise na Fifa se aprofunda após Inglaterra mudar posição sobre reeleição de Infantino em 2027
Crédito da imagem: Worldsoccertalk Although Infantino eventually abandoned the project, UEFA made it clear that the decision alone was not enough to repair the damage
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World Soccer Talk.

A crise política na Fifa ganhou novos contornos após a Federação Inglesa de Futebol (FA) retirar o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição para a presidência da entidade, marcada para 2027. A decisão inglesa, anunciada em meio ao desgaste provocado pelo plano abandonado de venda de participação nas receitas comerciais da Copa do Mundo, aumenta a pressão sobre o dirigente, que enfrenta questionamentos de importantes federações do futebol mundial.

O episódio mais recente ocorre depois que a proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que permitiria a investidores privados comprarem uma fatia das receitas comerciais de torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, foi retirada. O plano, que previa captar cerca de US$ 4,2 bilhões por meio da venda de aproximadamente 20% da nova companhia, gerou forte reação contrária de diversas organizações e se tornou um dos maiores desafios políticos da gestão de Infantino, no comando da Fifa desde 2016.

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Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol manifestaram preocupação com a falta de consulta prévia sobre a iniciativa. A Uefa classificou o projeto como um “acordo vergonhoso, secreto e opaco”. Mesmo após o recuo de Infantino, a entidade europeia afirmou que a decisão de abandonar o plano não foi suficiente para reparar o estrago. Em comunicado, a Uefa disse que as condições para restabelecer a confiança não foram atendidas, incluindo a garantia de que tentativas semelhantes de “desfigurar o jogo” não se repetirão.

A entidade europeia também sinalizou que perdeu a confiança na liderança de Infantino e chegou a discutir medidas futuras, como um possível boicote a competições organizadas pela Fifa. A avaliação interna é de que a saída do dirigente antes das eleições de 2027 seria difícil, pois exigiria apoio da maioria dos 211 membros da Fifa, e a oposição europeia, isoladamente, não teria força para aprovar uma moção de desconfiança. Outra alternativa seria o surgimento de um candidato rival, e o nome do presidente da Concacaf, Victor Montagliani, chegou a ser citado como possível opção, embora nenhum desafiante oficial tenha se apresentado até o momento.

A mudança de posição da Inglaterra foi confirmada pela FA, que enviou uma carta formalizando a retirada do apoio à reeleição de Infantino. A decisão inglesa segue o movimento de outras federações, como País de Gales, Sérvia, Suécia e Finlândia, que também se distanciaram do presidente da Fifa após o episódio do plano de investimento. Segundo a BBC Sport, a FA entendeu que o pedido de desculpas de Infantino e a resposta interna da entidade não foram suficientes para superar as preocupações com a proposta de vender participações na Copa do Mundo a investidores privados.

A perda do apoio inglês representa um revés significativo para Infantino, uma vez que a Inglaterra é uma das associações nacionais mais influentes do futebol mundial. Embora o número de federações que se manifestaram publicamente contra o dirigente ainda seja pequeno diante dos 211 membros da Fifa, a crescente crítica de nações tradicionais do esporte aumenta a pressão sobre a sua permanência no cargo.

O cenário de instabilidade na Fifa se intensifica em um momento em que a entidade busca superar as consequências do projeto abandonado. A proposta, que previa a criação de uma estrutura comercial para gerir os direitos ligados às principais competições, foi vista por críticos como uma tentativa de abrir espaço para interesses privados no futebol, gerando um debate sobre a governança e a transparência da organização.

A situação coloca Infantino diante de um dos maiores testes de sua gestão, com a necessidade de reconstruir pontes com federações que se sentiram excluídas das decisões. Ainda não está claro como o dirigente pretende responder à crescente oposição, mas a pressão política tende a aumentar à medida que se aproxima o processo eleitoral de 2027.

Enquanto isso, a Uefa avalia os próximos passos para tentar reverter o quadro, mas reconhece as dificuldades institucionais para afastar Infantino antes do pleito. A possibilidade de uma candidatura alternativa, embora especulada, ainda não se materializou, e o futuro da presidência da Fifa permanece incerto, com o desgaste político se acumulando e as federações divididas sobre o rumo da entidade máxima do futebol.

Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/gianni-infantinos-fifa-presidency-crisis-deepens-as-england-changes-its-stance-on-2027-elections/.

Fonte: World Soccer Talk.

World Soccer Talk.

2026-08-06 16:37:00

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