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Um grupo de parlamentares dos Estados Unidos, liderado pelo deputado Marlin Stutzman (Republicano de Indiana), enviou uma carta à comissária da WNBA, Kathy Engelbert, cobrando explicações sobre o tratamento dispensado à estrela Caitlin Clark. O documento, divulgado nesta semana, alega que a jogadora, considerada “a cara da liga”, tem sido alvo de faltas violentas e provocações constantes, o que levanta suspeitas de discriminação e retaliação.
A iniciativa foi motivada por uma série de incidentes em quadra, incluindo um golpe desferido por Alyssa Thomas, do Connecticut Sun, que acertou o punho na garganta de Clark durante uma partida. Para Stutzman, esse foi o ponto de virada. “A forma como a WNBA lidou com isso, com uma suspensão de apenas um jogo, foi muito branda para uma falta tão flagrante”, afirmou o deputado em entrevista ao programa “Don’t @ Me”, do Outkick, apresentado por Dan Dakich. “E ontem à noite, eles novamente a derrubaram de forma estratégica, contra o Phoenix Mercury. É como se estivéssemos deixando um talento incrível no banco por medo do que pode acontecer em quadra.”
Na carta, os parlamentares afirmam que a comissária tem a obrigação de garantir um ambiente seguro e profissional para todas as atletas, livre de violência, discriminação ou retaliação. “Se discriminação ou retaliação estiver ocorrendo e criando um ambiente de trabalho hostil, apoiamos qualquer investigação apropriada pelo Departamento de Justiça, Departamento do Trabalho ou Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego”, diz o texto. “Se confirmado, tal conduta pode constituir violação das leis federais de direitos civis.”
O documento também critica a reação da liga diante dos episódios envolvendo Clark. Segundo os congressistas, a WNBA tem a oportunidade de inspirar a próxima geração de atletas femininas, mas essa chance é prejudicada quando suas estrelas mais brilhantes não são adequadamente protegidas. “Seus fãs merecem mais, e também as jovens garotas que veem a WNBA como um modelo de excelência, esportividade e oportunidade”, conclui a carta.
Stutzman sugeriu que Engelbert responda publicamente à correspondência, reconhecendo a preocupação dos parlamentares e anunciando medidas concretas. “Ela poderia dizer: ‘Estamos ouvindo vocês em alto e bom som. Agradecemos a atenção de vocês à liga e ao que está acontecendo em quadra. Vamos tomar todas as ações necessárias, seja com nossos árbitros, técnicos ou jogadoras, para garantir que administremos a liga profissionalmente, mantendo a competitividade’”, declarou o deputado.
Clark, que recentemente criticou a WNBA por não proteger adequadamente suas jogadoras, tornou-se o centro de um debate sobre os limites da agressividade no basquete feminino. A jogadora do Indiana Fever já sofreu diversas faltas duras e alvo de provocações ostensivas, o que levou parte da torcida e da mídia a questionar se há um tratamento diferenciado em relação a outras atletas.
A carta foi assinada por Stutzman e outros membros do Congresso, que pedem que a liga tome medidas mais enérgicas para coibir a violência e garantir a integridade física de todas as jogadoras. Até o momento, a WNBA não se pronunciou oficialmente sobre o teor da correspondência.
O caso também reacendeu o debate sobre a segurança no esporte profissional feminino. Especialistas apontam que, embora o contato físico seja inerente ao basquete, a recorrência de lances violentos contra uma mesma atleta pode indicar um padrão preocupante. A possibilidade de investigação federal, mencionada na carta, coloca pressão adicional sobre a liga para que adote políticas mais rigorosas de punição e prevenção.
Enquanto isso, Clark segue em quadra, mas sob constante vigilância. Fãs e analistas esperam que a pressão política resulte em mudanças concretas na forma como a WNBA gerencia a segurança de suas atletas, especialmente aquelas que se destacam como ícones do esporte.
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Fonte: Fox News.
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2026-07-10 18:40:00

