
O sábado (11) define os últimos semifinalistas da Copa do Mundo de 2026, com dois jogos decisivos. De um lado, Inglaterra e Noruega duelam em Miami, às 18h (horário de Brasília), em um confronto que coloca frente a frente dois dos maiores centroavantes da atualidade: Erling Haaland e Harry Kane. Do outro, às 22h, em Kansas City, a atual campeã Argentina enfrenta a Suíça, em meio a polêmicas de arbitragem que renderam à seleção argentina o apelido de “VARgentina” nas redes sociais.
O duelo entre Inglaterra e Noruega tem como principal atrativo a briga pela artilharia da Copa. Haaland, algoz do Brasil nas oitavas de final, soma 7 gols e é o vice-artilheiro do torneio. Kane vem logo atrás, com 6 gols, e carrega a responsabilidade de encerrar um jejum de seis décadas da Inglaterra sem títulos mundiais — a última conquista foi em 1966. Ambos são atacantes típicos de área: altos, fortes e finalizadores precisos.
Mas as duas seleções não dependem apenas de seus artilheiros. Pela Noruega, o meia Martin Ødegaard e o atacante Antonio Nusa podem desequilibrar se tiverem espaço. Já a Inglaterra aposta no meio-campista Jude Bellingham e no atacante Bukayo Saka para chegar à semifinal. O jogo será em Miami, cidade que também é a casa de Lionel Messi, que defende o Inter Miami e vive na região.
A partida entre Suíça e Argentina, por sua vez, carrega um clima de desconfiança. A expressão “VARgentina” foi cunhada por torcedores após decisões controversas da arbitragem nas partidas anteriores dos argentinos. Nas oitavas, contra o Egito, a Argentina venceu de virada por 3 a 2, mas o jogo foi marcado por um gol anulado dos egípcios e um gol validado dos argentinos em lances similares. Antes, contra Cabo Verde, a vitória também veio nos minutos finais.
Apesar das críticas, a Argentina conta com Lionel Messi em grande fase. O camisa 10, que atualmente mora e joga em Miami, é o garoto-propaganda da Copa e divide a artilharia do torneio com Kylian Mbappé, ambos com 8 gols. Messi é a principal esperança dos atuais campeões mundiais para superar a resistência suíça.
A Suíça chega às quartas de final com a melhor campanha de sua história em Copas desde 1954, quando foi anfitriã e também alcançou esta fase. A equipe eliminou a Colômbia nos pênaltis e mostrou uma defesa sólida, tendo sofrido apenas 3 gols em todo o torneio, todos na fase de grupos. Sem um futebol vistoso, os suíços apostam na resiliência e na organização tática para tentar parar Messi e companhia.
Se vencerem, os suíços voltarão a Berna como heróis, independentemente do que acontecer depois. Para a Argentina, uma derrota significaria o fim do sonho do bicampeonato consecutivo, algo que não acontece desde 1962, quando o Brasil conquistou o bi. O confronto promete emoção e, possivelmente, novas polêmicas de arbitragem.
Os jogos deste sábado definem os adversários de França e Espanha nas semifinais. Enquanto isso, torcedores de todo o mundo acompanham atentos aos duelos que podem mudar a história da Copa de 2026.
Fonte: Agência Brasil.
