
NME.
Os diretores do novo documentário do Oasis, “Don’t Look Back In Anger”, Will Lovelace e Dylan Southern, falaram sobre os bastidores da produção, que registra a volta de Liam e Noel Gallagher aos palcos após 16 anos de separação. Em entrevista ao NME, eles comentaram a experiência de filmar a reunião da banda, as homenagens a membros importantes como Mani e Bonehead, e a recepção do público no Festival de Veneza, onde o filme estreou com oito minutos de aplausos.
Lovelace e Southern, que já dirigiram documentários como “Shut Up And Play The Hits”, do LCD Soundsystem, e “No Distance Left To Run”, do Blur, desta vez acompanharam de perto os ensaios e a turnê internacional do Oasis. Eles destacaram que a produção buscou capturar a experiência de estar nos shows, com imagens pensadas para o formato IMAX, e que a equipe precisou ser “invisível” durante os ensaios, que marcaram o primeiro encontro dos irmãos em mais de 15 anos.
Os diretores também revelaram que as entrevistas com a banda foram feitas em diferentes momentos, antes e durante a turnê, e que a relação de confiança foi construída aos poucos. Sobre a reação de Noel Gallagher aos shows, Southern contou que o músico admitiu ter subestimado o impacto do retorno, desejando até poder “pedir um tempo” para processar a emoção.
O documentário também reserva espaço para homenagens a Bonehead, guitarrista original da banda, e a Mani, baixista que participou da reunião. Segundo Southern, Bonehead é uma figura tão carismática que “rouba a cena” nos ensaios, e a produção fez questão de reconhecer sua importância. Já a relação entre os irmãos, que aparece mais leve e bem-humorada, foi um dos pontos altos do filme, que trata de reconciliação e perdão.
Um dos momentos mais inusitados do documentário é a participação de um padre que faz um sermão inspirado na relação dos Gallagher. Southern explicou que a cena não foi planejada: a equipe visitou a igreja frequentada pela mãe dos músicos em Burnage e, no dia da filmagem, a leitura bíblica escolhida por acaso falava sobre perdão, o que acabou conectando diretamente com a história da banda.
Análise WeekNews: O documentário chega em um momento em que a reunião do Oasis já se consolidou como um dos maiores fenômenos recentes da música, e a escolha de focar na experiência dos shows e na relação pessoal dos irmãos, mais do que em polêmicas, tende a reforçar a imagem de uma banda que reencontrou seu público e seu próprio valor. A inclusão de elementos como o sermão do padre e as homenagens a Bonehead sugere que a produção busca humanizar os músicos e aproximar a narrativa do público, sem abrir mão do peso histórico que a banda carrega.
Fonte: NME.
NME.
2026-09-09 11:02:00

