
O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira (23) cotado a R$ 4,993, com recuo de 0,92%, no último dia útil antes do segundo turno das eleições presidenciais. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 4,989. É o menor patamar desde 9 de outubro, quando a divisa terminou em R$ 4,985.
No acumulado da semana, o dólar perdeu 1,58% frente ao real, após ter subido 1,77% na semana anterior. Segundo o material, o movimento refletiu o ajuste de posições dos investidores diante da expectativa para o resultado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se enfrentam no domingo (25).
Apesar da valorização do dólar no exterior — o índice DXY, que mede a força da moeda americana diante de uma cesta de divisas fortes, subia 0,19% por volta das 17h, aos 101,799 pontos —, o real teve o melhor desempenho entre as principais moedas globais na sessão.
Na bolsa, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, com volume financeiro de R$ 30,7 bilhões. Ainda assim, o índice acumulou queda de 0,17% na semana, marcada pela cautela dos investidores antes da votação. No mês de outubro, a bolsa registra valorização de 10,06%, e no ano de 2026 a alta chega a 27,28%. A sessão foi sustentada principalmente por ações de petroleiras e mineradoras, que acompanharam a valorização do petróleo e do minério de ferro.
No mercado internacional, os contratos futuros de petróleo tiveram forte alta com o agravamento das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 3,13%, a US$ 116,72, maior nível desde abril. O WTI avançou 3,82%, a US$ 103,27. O movimento reflete temores de novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e de possíveis interrupções no fornecimento global da commodity.
Análise WeekNews: A queda do dólar abaixo de R$ 5 na véspera do segundo turno indica que o mercado ajustou posições sem sinal claro de aversão a risco no câmbio, enquanto a bolsa encerrou a semana em leve baixa. O desempenho do real se destacou mesmo com o dólar mais forte no exterior, o que sugere demanda local por ativos brasileiros. A alta do petróleo, por sua vez, deu suporte a petroleiras e mineradoras e ajudou a explicar o tom positivo do Ibovespa no último pregão, embora o cenário geopolítico no Oriente Médio siga como fator de pressão sobre os preços da commodity.
Fonte: Agência Brasil.
