
Page Six.
A ex-participante do reality show “Below Deck: Mediterranean”, Natalya Scudder, relatou em entrevista ao TMZ a experiência que classificou como traumática ao ser detida em um centro de detenção e deportada dos Estados Unidos. A australiana, que participou das temporadas 7 e 8 da atração do canal Bravo como camareira, contou que passou um dia em acomodações “nojentas” ao tentar desembarcar no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX).
Segundo Scudder, a situação começou quando o agente da fila de imigração “estava demorando mais que o normal”. Ela foi retirada da área principal de espera e levada para os bastidores do aeroporto. Foi nesse momento que teria sido informada de que havia tirado fotos “em solo americano” em 2024 e recebido dinheiro por elas, o que, na visão das autoridades, configuraria trabalho ilegal com o visto errado.
A ex-participante do reality descreveu o local onde ficou detida como “nojento”, com “cobertores sujos no chão” e “manchas por todas as paredes”. Ela também afirmou que era a “única mulher” no local e que o chuveiro tinha uma “bucha compartilhada”, sem toalhas disponíveis. Segundo ela, os oficiais teriam dito para ela se secar com as próprias roupas sujas e vesti-las novamente.
Scudder contou que, ao pedir um cobertor porque estava “congelando”, recebeu como resposta: “Aqui não é o Beverly Hills Hotel”. Ela afirmou que a previsão era de que ficasse ali de “um a cinco dias”. A criadora de conteúdo do OnlyFans também disse que, durante a detenção, os agentes apreenderam seu iPhone e “vasculharam absolutamente tudo”.
“O que você acha que está deletado no seu iPhone, não está”, afirmou, alegando que os oficiais analisaram seu histórico do ChatGPT, mensagens de texto, notas e “cada coisa que você já tirou print, fotografou ou pesquisou no Google”. Ela descreveu a sensação de ser observada e ridicularizada: “É realmente constrangedor ter todo mundo olhando para você e rindo quando saem dessa sala e olham para você”.
Depois de finalmente pegar no sono por volta das 3h da manhã, Scudder foi acordada para uma “entrevista oficial”, na qual, segundo ela, os oficiais “já tinham decidido” deportá-la de volta para a Austrália. Ela detalhou a jornada exaustiva: “Voo de 17 horas para lá, de 30 a 40 horas entre o pouso e toda a situação de confinamento, e depois 17 horas de volta”.
Apesar da experiência, a ex-participante do reality disse que ainda “ama os Estados Unidos”, mas fez um alerta para outros criadores de conteúdo: é preciso estar atento às regras do visto concedido. O relato de Scudder expõe as condições que imigrantes e viajantes podem enfrentar ao serem detidos em aeroportos americanos, levantando questões sobre o tratamento dado a quem é acusado de violar as leis de imigração.
A entrevista de Scudder ao TMZ não trouxe detalhes sobre o tipo de visto que ela possuía ou sobre o processo legal que resultou em sua deportação. Até o momento, não houve manifestação oficial das autoridades de imigração dos EUA sobre o caso. A história da australiana, no entanto, reacende o debate sobre os procedimentos e as condições em centros de detenção de imigração no país.
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Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-07-25 23:57:00

