
A passagem de um ciclone bomba pelo Rio Grande do Sul deixou uma pessoa morta e outras cinco feridas, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil do estado na manhã desta sexta-feira (7). Até o final da manhã, 118 municípios haviam reportado danos relacionados ao fenômeno, que atingiu diversas regiões com ventos fortes e chuva de granizo.
A única vítima fatal confirmada até o momento é um homem que trafegava de motocicleta pela rodovia estadual RS-124, no município de Montenegro. De acordo com a Defesa Civil, ele teria se acidentado após a queda de uma árvore, mas as circunstâncias exatas do ocorrido ainda não foram esclarecidas pelas autoridades locais. Não há informações complementares sobre a identificação da vítima.
A diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, Ana Maria Hermes, explicou que os detalhes do acidente seguem sob investigação. “A gente ainda não sabe se a árvore caiu no momento em que ele passava ou se já estava caída na estrada e ele bateu”, afirmou, destacando a necessidade de aguardar a conclusão dos levantamentos feitos no local.
Entre os feridos, um caso preocupa as autoridades: um homem de Novo Hamburgo que se enroscou em fios enquanto estava em trânsito durante o vendaval. Segundo a Defesa Civil, o estado de saúde dele exige mais atenção e ele permanece sob cuidados médicos. Os demais feridos apresentam quadros menos graves.
Em Osório, um militar foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro de uma viatura durante o atendimento à população. Já no município de Dom Feliciano, outras três pessoas sofreram ferimentos leves, também em decorrência dos efeitos do ciclone. As informações foram repassadas pela Defesa Civil, que segue monitorando a situação nos municípios afetados.
De acordo com a diretora Ana Maria Hermes, a maior parte dos informes de danos recebidos pelos órgãos estaduais está relacionada aos ventos fortes, que causaram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia. Um número menor de registros tem relação com a chuva de granizo, que atingiu pontos isolados do estado.
Apesar da gravidade dos estragos, as autoridades estaduais afirmam que o cenário deve se estabilizar ao longo do dia. Com o afastamento do ciclone da região e a diminuição da frente fria associada ao fenômeno, não são esperados maiores transtornos nesta sexta-feira. “Podemos ficar mais tranquilos, o ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região”, disse Ana Maria Hermes.
A Defesa Civil informou que os números de municípios afetados e de vítimas continuarão em atualização ao longo do dia, conforme os municípios façam novos informes. O órgão segue em contato com as prefeituras para avaliar a extensão dos danos e prestar apoio às regiões mais atingidas.
O ciclone bomba é um fenômeno meteorológico caracterizado por uma queda rápida e intensa da pressão atmosférica, o que gera ventos muito fortes e tempestades. A passagem do sistema pelo Sul do país provocou alertas em diversos municípios gaúchos, que registraram transtornos desde a madrugada. A orientação das autoridades é para que a população permaneça atenta às comunicações oficiais e evite transitar em áreas de risco enquanto os serviços de recuperação são realizados.
Fonte: Agência Brasil.
