
World Soccer Talk.
O ex-auxiliar da seleção portuguesa Ricardo Carvalho afirmou que o técnico Roberto Martínez deveria ter substituído Cristiano Ronaldo com mais frequência durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao ex-jogador John Obi Mikel, Carvalho disse que, em sua opinião, o treinador deveria ter tomado a decisão de tirar o capitão de campo em determinadas partidas, embora reconheça que a escolha cabia a Martínez.
Segundo Carvalho, a personalidade de Ronaldo tornava a decisão especialmente complicada. Aos 41 anos, o atacante seguia determinado a jogar todos os minutos e acreditava que poderia decidir qualquer partida, seja em jogadas de bola rolando ou em cobranças de falta. “Se você o conhece, é um jogador que sempre quer jogar. Ele teve sucesso porque sempre quer estar lá, porque sente que pode marcar”, afirmou o ex-defensor.
Carvalho também sugeriu que Martínez levou em conta tudo o que Ronaldo havia contribuído para Portugal nos três ou quatro anos anteriores. De acordo com o ex-auxiliar, o treinador queria reconhecer a importância do capitão e permitir que ele continuasse perseguindo objetivos pessoais e coletivos. “Roberto quer retribuir”, explicou.
Um episódio ilustra essa dinâmica. Na vitória de 5 a 0 sobre o Uzbequistão, pela fase de grupos, Ronaldo já havia marcado duas vezes quando Martínez considerou substituí-lo. Conforme Carvalho, o capitão relutou em sair porque queria ampliar o número de gols. “Acabei de começar a marcar gols; quero mais”, teria dito Ronaldo ao treinador.
Para Carvalho, a experiência deveria ter levado Martínez a perceber quando a energia de Ronaldo começava a diminuir. “Pela minha experiência, quando você envelhece, quanto mais tarde sai, pior é, porque você fica mais cansado, não chega a tempo”, explicou. “Eu teria tomado a decisão de substituí-lo. Mas a decisão era de Roberto, e acho que ele está feliz com suas escolhas.”
O ex-defensor lembrou ainda que Portugal substituiu Ronaldo apenas uma vez naquele período, contra a Croácia, quando Gonçalo Ramos entrou e marcou. A situação evidenciava o desafio de equilibrar a influência do capitão com a necessidade de dar tempo de jogo a outros atacantes, especialmente em um grupo de 26 jogadores.
Análise WeekNews: A declaração de Carvalho expõe uma tensão real na gestão de uma seleção que convive com um jogador de status histórico e idade avançada. O relato indica que a decisão sobre o tempo de Ronaldo não era apenas técnica, mas também envolvia reconhecimento por sua trajetória. O episódio contra o Uzbequistão sugere que a vontade do atacante de ampliar recordes pessoais influenciava diretamente as escolhas de Martínez, o que pode ter limitado oportunidades para outros atacantes do elenco.
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Fonte: World Soccer Talk.
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2026-11-04 15:58:00
