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A Casa da Memória Popular, em Olinda, abre neste sábado a exposição “100 Anos de Liêdo Maranhão – A Política no Universo do Cordel”. A mostra reúne cerca de 120 folhetos de cordel da coleção particular do cineasta, escritor, pesquisador e colecionador pernambucano, que dá nome ao espaço cultural que ele próprio fundou.
A abertura ao público ocorre a partir deste sábado, e a visitação segue por 45 dias, de terça a sábado, com necessidade de agendamento prévio.
O recorte da exposição aborda a política brasileira entre as décadas de 1960 e 1990 sob a ótica dos poetas populares. Os folhetos tratam de fatos históricos, personalidades políticas, questões sociais e das transformações vividas pelo país nesse período, expressas em rimas, narrativas e nas tradicionais xilogravuras.
Entre os cordelistas com trabalhos na mostra estão José Bernardo da Silva, Manoel D’Almeida Filho, J. Borges, Rodolfo Coelho Cavalcante e Heleno Francisco.
A exposição também marca o centenário de nascimento de Liêdo Maranhão, completado em 2025. Ele morreu em 2014, no Recife. Reconhecido como uma das referências entre os colecionadores da literatura de cordel brasileira, dedicou-se à pesquisa e à preservação da cultura popular e reuniu mais de 25 mil peças relacionadas ao tema.
Análise WeekNews: A mostra associa o acervo de um colecionador a um recorte temático bem delimitado, a política nacional entre os anos 1960 e 1990. Ao levar 120 folhetos ao público em um espaço fundado pelo próprio Liêdo Maranhão, a iniciativa dá visibilidade a um conjunto que, de outra forma, permaneceria restrito à coleção particular e reforça o cordel como registro histórico do período.
Fonte: Agência Brasil.
