
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou neste domingo (25) que a soberania popular expressa nas urnas deve ser respeitada. A declaração foi dada após ele votar por volta das 11h, na Asa Sul, região central de Brasília, no segundo turno das eleições de 2026.
“Neste 25 de outubro, o povo brasileiro está indo às urnas para manifestar suas escolhas democráticas. É preciso sempre lembrar que toda a autoridade e todo o poder emanam do povo. Portanto, é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular”, disse Fachin à imprensa.
O ministro também manifestou preocupação com a estabilidade do país no dia seguinte à votação, independentemente do resultado. Segundo ele, é necessário que o Brasil tenha “paz e tranquilidade para que, a partir de amanhã, possa enfrentar os diversos desafios que demandam a presença do Estado”. Por isso, classificou o respeito ao resultado como “importante, relevante e necessário”.
A fala deste domingo dá continuidade a uma posição que Fachin já havia defendido ao longo da semana, quando ressaltou que a democracia depende da “lealdade às regras do jogo, inclusive por parte de quem perde”.
O posicionamento ocorre em um contexto de crise institucional no Supremo, que, antes do primeiro turno, passou a enfrentar embates e acusações públicas entre ministros. O tema também entrou na pauta das campanhas eleitorais, e Fachin atuou no período que antecedeu o segundo turno em defesa das instituições e do respeito à vontade soberana expressa nas urnas.
Neste domingo, mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar para presidente da República no segundo turno. A votação para governador também ocorre em cinco estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins — e no Distrito Federal.
Análise WeekNews: A declaração de Fachin repete, no próprio dia da votação, o tom adotado pelo presidente do STF ao longo da semana, ao vincular a legitimidade do resultado à disposição de vencedores e derrotados de acatar as regras. Em um cenário de crise institucional no Supremo e de disputa eleitoral acirrada, a fala funciona como reforço público do papel da Corte na defesa do resultado das urnas, sem indicar, no material disponível, qualquer medida concreta além do apelo ao respeito à soberania popular.
Fonte: Agência Brasil.
