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A terceira edição do Fera (Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual) começou esta semana em Recife e segue até o dia 29 de agosto, com uma programação gratuita que coloca a produção audiovisual, o feminismo e a igualdade no centro dos debates. O evento, que acontece nas salas de cinema da Fundação Joaquim Nabuco, nos bairros do Derby e de Casa Forte, tem como objetivo fortalecer e ampliar a participação de mulheres cis e transexuais e de pessoas não binárias no cinema nacional.
Ao longo dos próximos dias, o festival reúne mostras de filmes, pré-estreias, rodas de conversa, aulas abertas e masterclasses. Os encontros abordam temas como acessibilidade, animação, direitos autorais, memória e os desafios enfrentados por mulheres e pessoas não binárias no audiovisual brasileiro. A proposta é criar um espaço de troca e visibilidade para profissionais que historicamente tiveram menos espaço na indústria cinematográfica.
Um dos destaques da programação é a Mostra Fera, marcada para a próxima sexta-feira. A sessão exibirá curtas-metragens e será seguida de um bate-papo com produtoras que participaram de edições anteriores do evento. A iniciativa busca aproximar o público das realizadoras e estimular a reflexão sobre as experiências de quem atua no setor.
A cineasta pernambucana Milena Times também ganha um dia inteiro dedicado à sua obra. A programação inclui a exibição de seus filmes e uma masterclass sobre sua trajetória no audiovisual brasileiro. A homenagem reconhece o trabalho de uma das vozes femininas do cinema pernambucano e nacional.
O festival ainda reserva duas pré-estreias para o público. No dia 18 de agosto, será exibido o longa “Segunda Pele”, seguido de uma conversa com a diretora Déa Ferraz e integrantes da criação coletiva do filme. Já no dia 23, é a vez de “Nosso Segredo”, de Grace Passô, que também terá um bate-papo após a sessão. As duas produções chegam ao público antes do lançamento comercial, em um formato que privilegia o diálogo entre realizadoras e espectadores.
A programação completa do Fera está disponível no perfil oficial do evento no Instagram, @feraaudiovisual. Por lá, é possível conferir horários, locais e detalhes de cada atividade. A entrada é gratuita em todas as sessões e encontros.
O evento chega à sua terceira edição em um momento em que o debate sobre diversidade e representatividade no cinema ganha cada vez mais espaço. Ao reunir mostras, debates e formações, o Fera se consolida como uma plataforma para discutir políticas de equidade e para dar visibilidade a produções dirigidas por mulheres e pessoas não binárias.
A escolha de Recife como sede reforça o papel do Nordeste no cenário audiovisual brasileiro. A Fundação Joaquim Nabuco, que sedia o evento, é uma instituição tradicional na região e oferece infraestrutura para as atividades, que acontecem em dois de seus endereços na capital pernambucana.
Com uma programação que mescla exibição de filmes, formação e troca de experiências, o Fera se apresenta como um espaço de resistência e de construção de novas narrativas no cinema nacional. A expectativa é que o evento contribua para ampliar a presença de mulheres e pessoas não binárias em todas as etapas da produção audiovisual, da direção à distribuição.
A realização do festival é mais um passo na luta por um audiovisual mais plural e democrático. Ao longo dos próximos dias, o público terá a oportunidade de conhecer obras e discutir caminhos para uma indústria mais inclusiva, em um ambiente aberto e gratuito.
Fonte: Agência Brasil.
