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São Luís recebe nesta quinta e sexta-feira, 30 e 31 de julho de 2026, a 3ª edição do Festival Ayó, evento que celebra a cultura afro-brasileira da capital maranhense. A programação ocorre na Praça das Mercês, localizada no Centro Histórico, e tem como tema deste ano “Onde a raiz encontra o futuro”. A entrada é gratuita.
O festival é promovido pelo Instituto Cultural Pé no Chão e reúne uma série de atividades voltadas para a valorização, celebração e fortalecimento da cultura negra maranhense e afro-brasileira. A escolha do local e da data não é casual: São Luís tem mais de 73% da população declarada preta ou parda, segundo dados do IBGE, e o evento busca dar visibilidade a essa herança cultural.
A programação inclui shows musicais, manifestações tradicionais como o Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula, além de DJs, Feira Afro e ações formativas. Na quinta-feira, as apresentações começam às 19h, e na sexta-feira, a partir das 18h. Entre as atrações musicais confirmadas estão as bandas Raiz Tribal e Feijoada Completa, além de grupos de Tambor de Crioula do Mestre Leonardo e Tambor de Crioula Arte Nossa.
O Bumba Meu Boi, patrimônio cultural do Maranhão, terá representantes de vários sotaques: Boi da Fé em Deus, Boi de Maracanã, Boi da Floresta e Boi da Maioba. Essas agremiações são conhecidas por manter viva a tradição do bumba boi, que mistura dança, música e teatro popular.
Um dos destaques da programação é o show da cantora Sandra de Sá, que há mais de quatro décadas leva ao público ritmos negros como blues, funk e R&B. A artista é uma referência da música brasileira e sua apresentação promete ser um dos momentos mais aguardados do festival.
A parte musical também conta com a participação de DJs que representam a cena negra do Maranhão. A Radiola Zion e a Radiola Reggae, junto com Carlos Mafra, vão comandar uma playlist que atravessa reggae, soul, funk, hip-hop, jazz e outros ritmos da diáspora negra. A proposta é celebrar a cultura, o encontro e o pertencimento.
Além dos shows, o Festival Ayó oferece uma Feira Afro, onde artesãos e empreendedores locais expõem produtos que valorizam a estética e a cultura negra. As ações formativas incluem oficinas e debates sobre temas como identidade, racismo e empreendedorismo negro.
O evento é uma realização do Instituto Cultural Pé no Chão, organização que atua na promoção da cultura afro-brasileira no Maranhão. A programação completa, com horários e detalhes de cada atividade, pode ser consultada no perfil oficial do festival no Instagram: @festivalayoma.
A expectativa dos organizadores é reunir um público diverso, tanto de moradores da capital quanto de turistas, em um espaço que é símbolo da história de São Luís. A Praça das Mercês, no Centro Histórico, é palco frequente de manifestações culturais e religiosas de matriz africana.
O Festival Ayó se consolida como um dos principais eventos de valorização da cultura negra na região Nordeste, em um estado onde a herança africana está presente na música, na dança, na culinária e na religiosidade. A edição deste ano reforça o diálogo entre tradição e contemporaneidade, como sugere o tema “Onde a raiz encontra o futuro”.
Fonte: Agência Brasil.
