Inadimplência das famílias sobe para 6% em agosto, diz Banco Central

Inadimplência das famílias sobe para 6% em agosto, diz Banco Central
Fonte da imagem: Agência Brasil


A inadimplência das famílias brasileiras atingiu 6% em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central. O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a julho e 1,1 ponto percentual na comparação com agosto do ano passado. Nas operações com empresas, a taxa permaneceu estável em 3,3%.

O aumento da inadimplência das famílias ocorre em um cenário de endividamento crescente. Em julho, o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas alcançou 49,9%, alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,1 ponto percentual em 12 meses. Já o comprometimento da renda com o serviço da dívida ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Na carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional, a inadimplência chegou a 5% em agosto, com avanço de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

O saldo total da carteira de crédito livre somou R$ 4,1 trilhões em agosto, crescimento de 0,2% no mês e de 6,5% em 12 meses. Considerando todo o crédito do Sistema Financeiro Nacional, o saldo atingiu R$ 7,4 trilhões, expansão de 0,5% no mês. As operações com famílias cresceram 0,8%, chegando a R$ 4,7 trilhões, enquanto as empresas registraram redução de 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.

Em 12 meses, o crédito total acumulou alta de 9,2%, com avanço de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% nas voltadas às empresas.

O crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, totalizou R$ 22 trilhões em agosto, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto. O saldo cresceu 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses. O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,3 trilhões, ou 54,6% do PIB, com expansão de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.

Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável em relação ao mês anterior, em R$ 432,6 bilhões, com retração de 1,4% na comparação com agosto de 2025. As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0,5%.

Análise WeekNews: O quadro apresentado pelo Banco Central mostra que o avanço do crédito para as famílias, de 10,5% em 12 meses, ocorre junto com o aumento da inadimplência e do endividamento desse grupo. O comprometimento de 49,9% da renda com dívidas e a taxa de 6% de inadimplência indicam que o crescimento da carteira de crédito pessoal tem sido acompanhado por maior pressão sobre o orçamento das famílias, enquanto as empresas mantêm indicadores estáveis.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)