Inmet descarta chegada de rio atmosférico ao Brasil nos próximos cinco dias

Inmet descarta chegada de rio atmosférico ao Brasil nos próximos cinco dias
Fonte da imagem: Agência Brasil


O fenômeno climatológico do rio atmosférico que atingiu o Chile nesta semana não deve chegar ao Brasil nos próximos cinco dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A informação foi divulgada pela autarquia nesta quinta-feira (16), após o sistema provocar chuvas intensas, suspensão de aulas, cortes de energia e impactos nas estradas chilenas, conforme relatos da imprensa local.

De acordo com a equipe do Inmet, as precipitações previstas para o Brasil, especialmente na Região Sul, não estão associadas ao rio atmosférico. “Embora ambos os países estejam sob influência de sistemas meteorológicos de grande escala, trata-se de configurações distintas, que atuam de forma independente”, afirmaram os meteorologistas do instituto.

O Inmet explica que os rios atmosféricos são corredores estreitos e alongados de umidade que transportam grandes quantidades de vapor d’água dos oceanos para o continente. Quando esse fluxo encontra barreiras montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, o ar úmido é forçado a subir, resfria-se e favorece a formação de precipitação.

“Esses sistemas desempenham papel fundamental no abastecimento hídrico de diversas regiões do planeta. No entanto, quando são particularmente intensos ou persistentes, podem provocar episódios de chuva extrema, elevando o risco de enchentes, deslizamentos de terra e outros impactos associados aos eventos meteorológicos severos”, detalhou o Inmet, em nota.

As condições de instabilidade previstas para o Sul do Brasil decorrem da formação e atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica sobre a Argentina e o Paraguai. Esse sistema exercerá forte influência sobre a Região Sul brasileira, favorecendo a ocorrência de chuva intensa, que poderá ser acompanhada por trovoadas, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

O Rio Grande do Sul deve concentrar os maiores volumes de precipitação e, consequentemente, o maior potencial para transtornos associados ao tempo severo. O Inmet recomenda que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e adote medidas de precaução diante da possibilidade de eventos climáticos adversos.

A reportagem da Agência Brasil, assinada por Ana Cristina Campos, foi publicada originalmente no dia 16 de julho de 2026, às 14h34, no Rio de Janeiro. A edição foi de Valéria Aguiar.

O instituto reforça que, embora os rios atmosféricos sejam fenômenos naturais importantes para o ciclo hidrológico, sua intensidade pode representar riscos. No caso do Chile, os efeitos já foram sentidos com a paralisação de atividades e danos à infraestrutura.

Para o Brasil, a previsão é de que o sistema de baixa pressão traga chuvas fortes, mas sem relação direta com o corredor de umidade que atingiu o país vizinho. A população do Sul deve ficar atenta aos alertas oficiais e evitar áreas de risco durante os períodos de tempestade.

Fonte: Agência Brasil.

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