
Organizações e entidades da sociedade civil têm até o próximo domingo (20) para se inscrever na chamada pública que selecionará representantes para integrar a delegação brasileira na 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31). As candidaturas devem ser feitas no Portal Brasil Participativo.
A COP31 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia. Segundo o governo federal, o objetivo da chamada é assegurar que a delegação brasileira reflita a diversidade da sociedade e sua mobilização em torno da justiça climática.
Podem se candidatar organizações e entidades brasileiras socialmente reconhecidas, com atuação no Brasil e engajadas em temas relacionados ao enfrentamento da mudança do clima. A lista de segmentos contemplados inclui organizações não governamentais, institutos, fundações, fundos filantrópicos, movimentos sociais, redes, coletivos, cooperativas, associações, organizações representativas de povos e comunidades tradicionais, entidades sindicais, centros culturais, museus, instituições artísticas e instituições acadêmicas.
Cada organização poderá fazer uma única inscrição, indicando até dois representantes. A chamada considera critérios de diversidade e representatividade na composição da delegação.
O Ministério da Igualdade Racial afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade especialmente relevante para ampliar a participação de organizações da população negra, de comunidades quilombolas, de povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana e de povos ciganos na agenda internacional de enfrentamento às mudanças climáticas.
O governo federal informou que não se responsabilizará pelos custos de participação dos representantes selecionados, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação e demais despesas logísticas.
Análise WeekNews: A chamada pública amplia o leque de vozes na delegação brasileira ao abrir espaço para segmentos que historicamente têm participação limitada em fóruns climáticos internacionais. Ao mesmo tempo, a ausência de financiamento governamental para custos de viagem e estadia impõe uma barreira prática que pode restringir a presença efetiva de organizações com menos recursos, o que depende da capacidade de cada entidade de arcar com as despesas ou buscar apoio externo.
Fonte: Agência Brasil.
