
Page Six.
O rapper Kanye West, conhecido também como Ye, e sua ex-assistente pessoal Lauren Pisciotta chegaram a um acordo no processo movido por ela contra ele por assédio sexual e rescisão abusiva do contrato de trabalho. A informação foi confirmada pelo Page Six nesta quarta-feira (26), com base em documentos judiciais apresentados à Justiça de Los Angeles na terça-feira (25). De acordo com o registro, o acordo, firmado em 23 de julho, é “incondicional”, e o pedido de arquivamento do caso deve ser protocolado em até 45 dias a partir dessa data. Os termos financeiros do entendimento não foram divulgados.
Pisciotta entrou com a ação em junho de 2024, alegando que West criou um ambiente de trabalho hostil e a assediou sexualmente. Ela começou a trabalhar com o rapper em julho de 2021, quando ele se preparava para lançar sua linha de moda Yeezy. Segundo o processo, Pisciotta recebeu uma oferta de US$ 1 milhão pelo cargo, com a condição de estar disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, o que ela aceitou.
Na época, a assistente também faturava cerca de US$ 1 milhão com sua conta no OnlyFans. Em 2022, West teria pedido que ela se tornasse mais “semelhante a Deus” e excluísse o perfil na plataforma. Em troca, prometeu aumentar o salário dela para US$ 2 milhões anuais para compensar a perda de renda, mas, segundo Pisciotta, nunca cumpriu o ajuste.
Pouco depois do suposto aumento, West teria começado a enviar mensagens de teor sexual explícito para a assistente. De acordo com a ação, ele compartilhava detalhes de atos sexuais que desejava realizar, além de fotos e vídeos íntimos de relações sexuais com outras mulheres. Pisciotta também afirmou ter recebido do rapper imagens íntimas de funcionários “atuais e antigos” da Yeezy, tanto homens quanto mulheres.
Em uma ocasião, West teria trancado os dois em uma sala e se masturbado ao lado dela antes de adormecer. A assistente ainda alegou que o rapper ficava irritado quando ela recusava seus avanços para “namorar ou fazer sexo”.
Em setembro de 2022, Pisciotta foi promovida a chefe de gabinete de várias empresas de West, com salário prometido de US$ 4 milhões. No entanto, apenas um mês depois, ela foi demitida. A ex-assistente afirma que lhe foi oferecida uma indenização de US$ 3 milhões, que também nunca teria recebido. Na ação, ela pedia compensação por quebra de contrato e ambiente de trabalho hostil.
Em uma emenda à queixa, obtida pelo Page Six em outubro de 2024, Pisciotta fez novas acusações bombásticas: afirmou que West a drogou e agrediu sexualmente durante uma sessão em estúdio com o produtor Sean “Diddy” Combs.
A defesa de West, em nota ao Page Six em julho de 2024, classificou as alegações como “infundadas” e acusou Pisciotta de estar chantageando o rapper. “Em resposta a essas alegações infundadas, Ye entrará com um processo contra a Sra. Pisciotta, que o perseguiu sexualmente para coagir emprego e outros benefícios materiais, e depois se envolveu em chantagem e extorsão quando suas investidas foram rejeitadas”, dizia o comunicado. Os advogados do músico também afirmaram que Pisciotta “ofereceu sexo a Ye em seu aniversário, o que ele recusou, enviou a Ye imagens nuas não solicitadas, narrativas sexuais e foi vista rebolando no escritório durante o horário comercial”.
O Page Six procurou os representantes de West para comentar o acordo, mas não obteve retorno até o momento.
Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/07/29/celebrity-news/kanye-west-settles-sexual-harassment-lawsuit-with-former-assistant/.
Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-07-29 15:55:00

