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Pela segunda vez em anos recentes, manifestantes liberais se reuniram em frente à casa de veraneio do presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts, na ilha de Hupper, no estado do Maine. O grupo, que se autodenomina “kayak-tivistas”, formou flotilhas em frente à residência para erguer cartazes e expressar insatisfação com o magistrado. A ação ocorreu nesta semana.
O episódio se insere em um padrão de protestos contra residências de juízes conservadores da Suprema Corte. Em anos anteriores, manifestantes se concentraram em frente às casas de outros magistrados. No caso do juiz Brett Kavanaugh, um homem foi preso por planejar matar um membro da corte. Na casa da juíza Amy Coney Barrett, manifestantes deixaram bonecas ensanguentadas no gramado, cientes de que ela tem filhos pequenos.
A mobilização no Maine tem como uma de suas articuladoras Becca Shaw Glaser, que em 2022 escreveu um texto defendendo que moradores do estado hostilizassem Roberts sempre que ele saísse de casa. Na época, ela afirmou que o presidente da corte vem ao Maine para relaxar e se sentir bem consigo mesmo, apesar de decisões que, segundo ela, restringiram direitos reprodutivos, enfraqueceram proteções ambientais, derrubaram regulamentações sobre armas e contrariaram a separação entre igreja e Estado. Glaser foi posteriormente destituída de sua coluna. Em texto posterior, ela incentivou leitores a abordar Roberts em locais públicos como a cafeteria Squid Ink ou a loja Port Clyde General Store, sugerindo que gritassem, vaiassem ou se recusassem a atendê-lo.
O jornal The New York Times, em reportagem recente sobre os protestos, destacou o caso de Glaser e relatou que, no ano passado, ela foi abordada por Josephine, filha de Roberts, que tentou defender o pai durante uma das manifestações. A reportagem também menciona a moradora Wendy Schlotterbeck, que deixou uma comemoração de 4 de Julho na ilha ao saber da presença de Roberts e, no dia seguinte, juntou-se aos manifestantes. Segundo o relato, ela tem parentes transgênero e amigos imigrantes que foram presos, e sua indignação decorre de decisões recentes da corte que restringiram proteções para atletas transgênero e menores, além de permitirem o avanço de medidas de imigração do governo Trump.
Protestar em frente à residência de um juiz da Suprema Corte é crime nos Estados Unidos, embora a constitucionalidade dessas leis seja questionada por alguns juristas. Os manifestantes devem voltar a se concentrar em frente às casas de magistrados na região de Washington ao longo do atual mandato da corte, que tem decisões de grande impacto previstas.
Análise WeekNews: A repetição dos protestos em frente à casa de veraneio de Roberts, agora com a adesão de moradores locais como Schlotterbeck, indica que a insatisfação com decisões da Suprema Corte tem se deslocado do debate público para o espaço privado dos magistrados. O fato de protestar nessas residências ser crime, mas ainda assim ocorrer, sugere que a tensão em torno da corte tende a permanecer como um ponto de atrito na vida política americana, independentemente do teor das decisões do atual mandato.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/jonathan-turley-supreme-court-protesters-target-chief-justice-roberts-vacation-home.
Fonte: Fox News.
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2026-10-04 13:02:00
