
World Soccer Talk.
Lionel Messi, aos 39 anos, mais uma vez foi confrontado com a comparação inevitável com Diego Maradona após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, que garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026. Desta vez, porém, o camisa 10 tratou de encerrar de vez qualquer discussão sobre quem é o maior. Em entrevista depois da partida, Messi foi categórico ao reconhecer Maradona como o maior jogador de todos os tempos, colocando um ponto final em um debate que acompanha sua carreira desde o início.
“É bom não entrar nessa. Tivemos a sorte de ter Diego, de aproveitá-lo e amá-lo muito. Por toda a alegria que ele nos deu. Hoje estou vivendo este momento e podendo ajudar a Argentina a chegar a outra final de Copa do Mundo. É preciso aproveitar cada um em seu tempo. Nunca quis me comparar a Diego, nem de perto, e nunca vou querer. Para mim, ele é o maior de todos”, declarou Messi.
Ao longo de sua trajetória, Messi sempre deixou claro que Maradona foi sua maior inspiração, repetindo em diversas ocasiões que sem ele não existiria o jogador que se tornou. Em vez de alimentar uma rivalidade, o atacante preferiu destacar que ambos elevaram o legado do futebol argentino, cada um à sua maneira, e que os dois conduziram a seleção a títulos mundiais, quebrando longos jejuns e deixando marcas profundas na história do país.
A comparação entre os dois gênios argentinos sempre foi um tema recorrente no futebol mundial. Maradona, morto em 2020, transcendeu o esporte e se tornou um fenômeno cultural, símbolo de identificação popular e resistência. Já Messi construiu uma carreira baseada na excelência dentro de campo, liderando pelo exemplo e mantendo-se distante de questões culturais e políticas. As diferenças de personalidade e de contexto histórico, no entanto, não diminuem a grandeza de nenhum dos dois, segundo o próprio camisa 10.
Agora, Messi tem a chance de fazer o que Maradona quase conseguiu: conquistar dois títulos mundiais consecutivos pela Argentina. Em 1990, após vencer a Copa de 1986, Maradona liderou a seleção até a final, mas foi derrotado por 1 a 0 pela Alemanha Ocidental, perdendo a oportunidade de um bicampeonato inédito para o país. Trinta e seis anos depois, Messi está diante da mesma oportunidade.
Na final da Copa do Mundo de 2026, a Argentina enfrentará a Espanha, comandada pelo jovem Lamine Yamal. Se vencer, a equipe de Lionel Scaloni se tornará a primeira na história do país a conquistar dois títulos mundiais seguidos, feito que nem mesmo a geração de Maradona conseguiu alcançar. Para Messi, um eventual bicampeonato elevaria seu legado com a seleção a um patamar nunca antes visto, coroando uma era de ouro iniciada com a conquista da Copa América de 2021 e seguida pelo título mundial de 2022.
A declaração de Messi, no entanto, não deixa espaço para dúvidas: por mais que sua trajetória seja repleta de recordes e troféus, ele não pretende ocupar o lugar de Maradona no imaginário argentino. “Nunca quis me comparar a Diego, nem de perto, e nunca vou querer”, repetiu o jogador, deixando claro que, para ele, o legado de Maradona é insuperável.
Com a classificação para mais uma final, Messi segue escrevendo sua história, mas sempre com a sombra respeitosa do ídolo que o inspirou. A Argentina, que já teve dois dos maiores jogadores de todos os tempos, agora espera ver seu atual capitão conquistar mais um capítulo inédito no futebol mundial.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/world-cup/i-never-wanted-to-compare-myself-to-diego-says-lionel-messi-praising-maradonas-legacy-with-argentina/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-16 12:48:00
