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Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, abriu o jogo sobre as diferentes formas de rivalidade que viveu com dois gigantes da música: David Bowie e John Lennon. Em entrevista ao podcast ‘Conan O’Brien Needs A Friend’, Jagger detalhou como a competição com Bowie era intensa e mútua, enquanto com Lennon o embate era mais verbal e sarcástico.
Jagger e Bowie se aproximaram quando ambos moravam em Nova York nos anos 1980, o que resultou na parceria no clássico single ‘Dancing In The Street’, de 1985. Durante a conversa, o apresentador Conan O’Brien lembrou que Jagger já havia dito em particular que ele e Bowie eram competitivos, mas continuaram bons amigos. O cantor confirmou: ‘Sim, éramos competitivos. David era tão competitivo, muito mais competitivo do que eu. Eu me tornei competitivo por causa do David. Ele era tão competitivo que eu tinha que ser competitivo de volta’.
Jagger também comentou sobre as várias fases artísticas de Bowie: ‘David passou por todas essas diferentes iterações. Não existe um único David Bowie. Existe um David Bowie que evolui lentamente. Há cortes abruptos para outro David Bowie, outro estilo. Quando ele estava fazendo ‘Jean Genie’, ele estava muito Stonesy. Foi um período muito Stonesy’. O vocalista lembrou sua reação ao ouvir o single de 1972 pela primeira vez: ‘Deus, você roubou todas as minhas coisas’. Segundo Jagger, Bowie não negou e respondeu: ‘Sim, eu sei, cara, eu sei, mas é como uma homenagem a você’.
Sobre John Lennon, Jagger disse que também era ‘muito competitivo’, mas de uma forma diferente. ‘Éramos mais competitivos em ser sarcásticos’, explicou. ‘Apenas competitividade verbal’. Ele perguntou a O’Brien se já tinha visto o famoso vídeo de Lennon e Bob Dylan no banco de trás de um táxi, chapados, em 1966. Jagger disse que aquele momento ‘era John no seu auge… ele estava sendo muito sarcástico com Bob, e Bob não estava respondendo com respostas afiadas’. Para o cantor, o vídeo ‘dá uma boa ilustração de Lennon, porque a maioria das outras coisas são curtas, e aquilo é sarcasmo prolongado’.
Jagger afirmou que, embora Lennon pudesse ser ‘adorável’, era ‘uma daquelas pessoas que, se você dissesse algo estúpido, ele te pegava’. ‘Ele percebia na hora’, contou. ‘Ele era muito competitivo nisso, não era competitivo em mais nada’. O vocalista esclareceu que a competitividade de Lennon era mais sobre ‘ser engraçado e sarcástico’, algo que chamou de ‘coisa de Liverpool’.
Na mesma entrevista, Jagger revelou que se arrepende de nunca ter conhecido Elvis Presley, porque Lennon o aconselhou a não fazer isso. ‘Lembro de John me dizendo: ‘Você nunca deve conhecer seus heróis. Eu nunca conheceria Elvis, Mick, se fosse você’. E então eu não conheci. Segui o conselho de John’.
A entrevista ocorre após o lançamento do 25º álbum dos Rolling Stones, ‘Foreign Tongues’, na semana passada. O disco conta com contribuições de Paul McCartney, Robert Smith (The Cure), Steve Winwood e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), além de participações póstumas de Charlie Watts. A revista NME deu ao álbum três estrelas e meia, descrevendo-o como ‘fresco e refinado’ e provando que ‘ainda há muito no tanque’.
Em outra conversa com a NME, Jagger falou sobre a experiência ‘fácil’ de trabalhar com McCartney, a colaboração com Robert Smith, seu amor por Sam Fender e os planos futuros da banda para mais música e turnês. Os Rolling Stones lançaram ‘Foreign Tongues’ com um espetacular show de drones em Londres, onde também realizaram uma festa estrelada, com a presença de Fender e Daniel Craig.
No verão passado, ‘Dancing In The Street’, de Mick Jagger e David Bowie, foi relançado em vinil branco de edição limitada para marcar o 40º aniversário do single.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-14 10:52:00
